ALICE ATRAVÉS DO OLHAR FILOSÓFICO

Quem  em algum momento da infância nunca ouviu, leu ou assistiu um dos contos mais famosos da literatura infantil: Alice no Pais das Maravilhas em suas várias versões para o cinema, para a televisão ou em livros.
Aparentemente uma história para crianças, mas que na verdade se você pegar o contexto histórico político em que ela foi escrita você vai verificar que o autor Lewis Carroll  vai fazer uma das maiores criticas a racionalidade vitoriana que nós temos.
 O grande barato em Alice no pais das maravilhas é que tudo são regras: regras de etiqueta regras da poesia as regras do julgamento, as regras do palácio. Internamente as regras até que fazem sentido, mas só que essas regras no mundo externo pode ser torna uma loucura completa.
Vamos refletir a história: Alice mora em England( Inglaterra)e vai para Outland (acho que assim que se escreve, mas, que significa outra terra ou terra fora) ela acha que as regras de England vale para Outland, logo ela pensa que que as regras são universais e se aplicam em qualquer lugar sem diferença; e no mundo atual temos esse mesmo pensamento louco que existe uma razão de verdade e pode ser espalhada pelo mundo o processo  colonial na Africa e na Ásia  a violência que acompanhada de parte veio desta primícia: Ora se faz sentido tomar chás as 5 da tarde na Inglaterra que é o frio  danado tem que fazer também na Índia, portanto, cai na loucura de se pensar que a razão é abstrata e independe da cultura que você está. Puxando para o começo do livro a irmã de Alice está lendo um livro que não têm diálogo e nem figura, e geralmente um livro desses é um livro de teoria, não é um romance o romance em si emetiza a vida, Alice se interessa pela vida não pela a teoria só por isso que ela vê o coelho branco passar se ela estivesse concentrada no livro não o veria  se não tivesse tido a coragem de se jogado de cabeça em lugar aonde ela não conhece nunca teria tido tal experiência maravilhosa. E experimentando um pouco dessas loucuras logicas  que em si mesmo fazem sentido, mas que aplicada em outro mundo são loucuras. Ela têm uma epifania no final do romance,  (aqui vai um spolier)  quando os guardas vão prendê-la, ela diz um frase celebre: "vocês não passam de um bando de cartas". ai ela acorda!!! Algo significativo que merece ser refletido, qual é o valor por exemplo da carta 3 de copos no baralho? depende do jogo que se está jogando; se eu estou jogando truco e eu sei as cartas que você têm e chegou a minha vez de jogar adivinha quem vai ganhar? E teoricamente irei ganhar em bases racionais foi neutra a partida, mentira!!!! sabia as cartas que estavam em jogo eu estabeleci as regras agora vamos jogar, esse é o projeto da modernidade é isso que Alice percebe, mas isso só aconteceu por quê ela deixou a teoria dos livros e foi aprende pelas vias de fato do cotidiano.
Fico pensando que quando o FMI ou Banco Mundial quer politicas econômicas em nível global e diz que essa é a receita a ser seguida  em parte vemos o ecos dessa menina que achava que as regras de England deveria servir em Outland ai devemos rir com ela e dizer isso é loucura!, vê por exemplo o que a Grécia sofreu em nome da ortodoxia econômica, vemos que Alice não é simplesmente um conto infantil.
E nessa semana vai estrear nos cinemas do Brasil inteiro a continuação desse conto Alice Através do espelho, vá ao cinema curta divirta-se ,mas , sem nunca perde o olhar critico que as histórias que nos passar.
(Adriano Soares de Sousa)            

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