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ÉTICA DO DISCURSO (DA DISCUSSÃO) EM JÜRGEN HABERMAS

Quem nunca excluiu ou foi excluído em uma rede social; ou até mesmo  perdeu uma amizade porque  emitiu uma opinião diferente do restante do grupo, independente do assunto  ;seja ele política, sexo, religião ou futebol? O texto de hoje vêm falar do direito do outro em expor suas ideias, mesmos sendo contrárias a nossas e quem elaborou um pensamento sobre o tema é o alemão Jürgen Habermas.
Jürgen Harbermas nasceu em 1929 na cidade de Düsseldorf na Alemanha é filósofo, sociólogo ,jornalista e professor da Universidade de Frankfurt. Sua obra têm diversos momentos importantes quero destaca o final dos anos 70 e começo dos anos 80 onde ocorrerá a tentativa de inserir a ideia de um consenso discursivo em uma teoria de reflexividade da ação social.
Habermas propõe algo bastante ousado; a ideia de que a democracia se funda no entendimento das pessoas; e esse entendimento só é possível se cada ser humano estiver aberto para ouvir e entender o outro jogando limpo e honesto na discussão. Mas ai vem a seguinte pergunta: que ser humano joga limpo em todas as discussões? Que ser humano no calor da conversa não quer exaltar o seu argumento e diminuir o do outro?  Habermas vai ser bem radical ele vai dizer que :  "Justamente porque seres humanos não costumam ser honestos na discussão , que é preciso estabelecer regras para que o entendimento possa existir; e esse entendimento só vai existir pela única coisa que os seres humanos tem em comum: A razão!!! Somos capazes de discutir racionalmente qualquer assunto, se nos conseguimos abandonar as paixões. E como fica difícil discutir sem paixão, como discutir futebol sem falar que meu time é melhor, como discutir política sem dizer que meu partido é melhor, como discutir religião sem dizer que a minha é melhor, então, pode se dizer que é praticamente impossível discutir sem colocar a paixão no meio? Habermas vai dizer que sim é quase impossível discutir sem paixões, mas, é justamente esse motivo(quase utópico) que precisa ser levado em consideração em uma discussão democrática.
Isso fica muito claro desde do entendimento entre as nações até o entendimento no cotidiano. Exemplo quando você está discutindo de cabeça quente seja essa discussão na ONU  seja ela com seu namorado(a) vocês não vão chegar em lugar nenhum, a tendência e que os argumentos fiquem cada vez mais fortes e um começa a aumentar a voz  até que em vez de entendimento ocorrerá a ruptura, no caso da ONU  ocorrerá guerra e
em caso do namoro será a separação.
Pode até fica esquemático  mas ele dá algumas dicas para usar racionalmente os argumentos:
- Só pode discutir se tiver igualdade entre as pessoas. Se você querer discutir com uma pessoa que tem muito mais poder hierárquico isso não será uma conversa será uma imposição.
-A segunda dica é sempre usar argumentos que possam ser aceitos pela duas partes.  Exemplo:  Se uma pessoa que não tem nenhuma religião quer discutir com a outra extremamente religiosa sobre pena de morte, a pessoa religiosa vai dizer que é contra  a pessoa que não professa nenhuma fé não pode aceitar esse argumento pois, ela não crê nessa religião, talvez pensar que é possível um entendimento não nos dê uma formula,mas nos dá uma esperança de um entendimento entre as pessoas. Para finalizar encerro com a seguinte frase do filósofo francês chamado Voltaire que resume bem o que seria a ética do discurso:
"Não concordo com nenhuma palavra que você disse, mas defendo até a morte o teu direito de dize-las"         (Adriano Soares De Sousa)              
  

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