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FILOSOFANDO SOBRE O AMOR

O texto dessa semana como já lemos no título irá falar desse sentimento tão lindo, tão admirado  e tão escasso nos dias de hoje: O Amor !!!,  E pode ter certeza que esse não é o primeiro e nem será o último texto sobre o amor , afinal o tema  aguça os nossos sentidos e como disse o Apóstolo Paulo: "Agora permaneceis a fé a esperança e o amor.  Porém o maior desses é o Amor". 1Cor13.13.; portanto, de todos os  sentimentos o amor é o que nunca irá ter  fim.
O tema é complexo e exige inúmeras interpretações a psicologia vai te dar uma resposta a psiquiatria, vai te dar outra, a religião vai te dar outra e a filosofia vai ter dar várias, portanto,  nesse texto pretendo descreve alguns conceitos de amor  segundos alguns filósofos.
Vamos começar por Lucrécio que marcou seu tempo; mais especificamente os anos 50 a.C, quando o povo da época entendia  o amor como uma patologia, uma doença, pois entende-se que uma pessoa apaixonada fica em um estado de demência, apática, de uma forma que sai de si a ponto de mudar seus hábitos e seus costumes por causa de tal sentimento.  Platão  entende que o amor é Eros, ou seja, o amor é desejo,amar é desejar logo eu amo aquilo que eu não tenho, ou que não é correspondido,sendo assim se define desejo como a energia que disponibilizamos para buscarmos aquilo que nos faz falta e olhando por essa tese o amor é um eterno desencontro.
Para Aristóteles o amor é presença daquilo que já temos, enquanto para Platão o amor é uma ausência para Aristóteles o amor é manter e lutar por aquilo que já se têm.
Indo para a idade média vemos o conceito de amor para Santo Agostinho para ele o Amor não deve ser encarado como um sentimento pois, os sentimentos passam, hoje eu posso está com raiva, mas amanhã não, pois bem, para Agostinho eu na minha liberdade escolho amar, você que têm 50 anos de casado e acorda todo dia com a mesma mulher, poderia está em qualquer lugar do mundo,mas você escolheu acorda do lado dela, isso para Agostinho é amar.
Citamos aqui outro filósofo Schopenhauer (1788-1860) Ele acreditava que o amor era um mal necessário. O erro estaria em esperar demais dele, ou seja para ele o amor não é motivo de felicidade como muitos acreditam, mas sim uma necessidade. Para ele o amor era terrível , instável, dilacerante , mas fundamental. Só não poderíamos sofrer por ele.
Por último deixe o filósofo sempre polêmico Nietzsche que vai dar um conceito ao amor bem curioso ao qual chamamos de amor fati, e o que seria o amor fati? Para o filósofo alemão esse amor dedicado a uma só pessoa seria uma forma bem egoísta de sentir amor, para ele nós não amamos uma pessoa mais um ideal de pessoa, portanto, mesmo que seu namorado for 99% anjo , mas aquele 1% vagabundo para  o filósofo isso seria   um motivo de fato para amá-lo, pois, você vai amá-lo do jeito que ele é.
E pra você? Desses conceitos de amor qual você se identificou mais? Dê sua opinião, em  breve quero postar mais textos com esse tema e muito obrigado por ter lido até o final. Abraços e ame pois a melhor medida de amor é amar sem medida (Santo Agostinho de Hipona)
(Adriano Soares de Sousa)
  
                                

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