RELAÇÕES DE PODER EM MICHEL FOUCAULT

Quem nunca viu alguém  autoritário? tanto no trabalho, na igreja ou até mesmo na família  ou no relacionamento. Conviver com uma pessoa autoritária é muito complicado, pensando nisso o artigo de hoje vai citar Michel Foucault que desenvolve em sua filosofia uma linha de pensamento e dá outro conceito de exercer o poder.
Michel Foucault nasceu em Poitiers, na França no ano de 1926. Ex aluno da ENS, professor concursado de filosofia, faz uma brilhante carreira. Depois da publicação de sua tese, em 1961 História da Loucura na idade clássica, será sucessivamente professor na faculdade de Clermont-Ferrand, de Túnis, de Paris-Vincennes. Desigignado em 1970 para Collége de France, onde ocupa até sua morte a cátedra de Histórias dos sistemas de pensamentos. Faleceu em 1984.
  Michel trabalha  uma das questões fundamentais para entendermos as relações humanas que são as relações de poder. Quando pensamos em poder geralmente temos uma tendência  a centralizar o poder em alguma coisa ou em alguma instituição ou estado ou até mesmo em pessoas; Foucault tem uma concepção um pouco mais radical e ampla, para ele poder não é uma coisa que se tem e sim uma coisa que se exerce. O poder e algo dinâmico ele está em movimento e se exerce em rede; para ele não existe um centro de poder em inúmeros lugares  em inúmeros momentos ele quase se ramifica e se entrelaça em inúmeros nós.
 Com isso Michel nos chama a atenção para o seguinte; não existe alguém que esteja fora do poder, assim como não existe ninguém ( a não ser por um curto espaço de tempo vemos isso ao longo da história) um poder absoluto um poder completo ao contrário o poder está sempre em jogo, estamos acompanhando isso agora na história do nosso país a briga não é por um Brasil melhor, mas , simplesmente pelo poder. Em uma sociedade aonde temos conflito, aonde temos lutas,e aonde temos dissenso de maneiras diversas o pensamento de Foucault nos remete á se nós quisermos entender um pouco do mundo contemporâneo é preciso entender que as relações de poder e muito mas fragmentárias do que propriamente unitárias e compreender essa fragmentação e entender aonde ocorre esses fluxos de poder é fundamental para sabermos aonde nos posicionamos dentro desses poderes.
(Adriano Soares de Sousa)
                 

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