ESPIRITUALIDADE SEGUNDO JUNG

O texto de hoje vai ser um pouco ousado, vou entra em uma área que não tenho muito conhecimento que é área da psicologia, mas, ao mesmo tempo boa parte  dos psicanalistas e psicólogos que tiveram uma linha de raciocínio diferente dos demais são considerados filósofos, isso aconteceu com Freud, Victor Frank e com o inspirador do tema de hoje: Carl Gustav Jung, mas, hoje irei falar especificamente seu pensamento sobre espiritualidade.
 Jung nasceu nasceu em Kessil na Suíça em 26 de Julho de 1875 e estudou medicina  na Universidade da Basileia, e sua tese de doutorado foi sobre "A psicologia dos fenômenos ditos ocultos".
Suas principais obras são: Metamorfose e símbolos do libido, Tipos de psicológicos, O eu e o inconsciente, Problemática da vida moderna, A realidade da alma, Lembrança, sonhos e pensamentos, e os mais famosos: Correspondências com Freud e O livro vermelho.
Jung morre aos 86 anos no dia 6 de Junho de 1961.

 Talvez ninguém dos pensadores ou dos analistas modernos se interessaram mais em espiritualidade do Jung. Obviamente a obra dele e uma obra psicológica uma obra científica, mas, nem por isso ele tornou insensível a busca da espiritualidade, de maneira que percebo em sua obra uma busca profunda de espiritualidade, cuja a ressonância moderna é extraordinária; e se tem uma coisa que esse mundo precisa é buscar sua espiritualidade.
Cabe a Jung o mérito  de ter mostrado que espiritualidade não é monopólio das religiões e dos caminhos espirituais, para ele espiritualidade é dimensão do humano, do profundo. Nós temos nossa dimensão de corporalidade na qual estamos presentes uns com os outros e somos partes do universo. Temos a nossa mente carregada de desejos de arquétipos, de sonhos, mas, temos aquelas angústias que colocam as últimas questões: De onde eu venho? Para onde eu vou? O que estou fazendo aqui? E essa inquietações Jung chamava de admissão de espiritualidade e ela se centraliza ao redor do "solo interior"  da  IMAGO DEI (imagem de Deus) que é o arquétipo mais profundo, que sateliza o ser humano fazendo-o elevar-se para cima desse próprio  universo.
Acredito que essa dimensão se faz urgente nos dias de hoje e se nós não conseguimos resgatar a espiritualidade, isto é valores não materiais, e o sentimento de pertença a Um Maior e voltar a ter a percepção que as coisas estão uma ligada a outra e que esse fio condutor que une tudo construindo o universo como cosmo, como ordem, e que esse é o nome que as religiões deram para aquele mistério que nós chamamos de Deus, não está fora de nós, está dentro de nós e precisamos dialogar com Ele e principalmente escutar Ele. Isso
é a tarefa da espiritualidade.
No fim de sua vida Jung  faz um desabafo, pois ele acredita que sua obra foi mal compreendida,
aquilo que ele disse com maior profundidade não foi entendido e justamente aquilo que vimos nesse texto o seu conceito de espiritualidade.
(Adriano Soares de Sousa)
               

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