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RESPONSABILIDADE COM A MINHA EXISTÊNCIA É RESPONSABILIDADE COM O OUTRO

Desde quando nós começamos a  aparecer nesse planeta, nós tentamos dar resposta para essa pergunta: O que eu estou fazendo aqui? Um dia, milhares de anos atrás sentados ao redor de uma fogueira perto de uma caverna nós olhamos para céu e tentamos encontrar nas estrelas a respostas para nossa existência, então nós começamos a criar a nossa mitologia, uma sabedoria muito séria e profunda que nos deram pistas para entender (ou pelo menos conforta-nos) esse enigma. Mais para frente nós fomos buscar no raciocínio e na filosofia uma outra resposta interessante quando  então nós nos deparamos com alguns paradoxos da existência humana que até hoje nos desafiam, filósofos do século XIX e século XX como Heidegger, Nietzsche e Sartre buscaram entender o que era essa existência, sendo assim, dá-se origem ao ramo da filosofia  que eu particularmente  mais gosto a qual chamamos de existencialismo ou de filosofia existencialista. Esse ramo da filosofia tem como prática nos ajudar a compreender como a existência pode ser vivida de uma maneira positiva , interessante, enfim viver de uma forma da qual não nos arrependemos.
E vendo o existencialismo com os olhos de Sartre, ele vem nos dizer que talvez o caminho para uma boa vida seja a autenticidade, lembrar que sua existência e só  sua, nós não podemos jogar nas costas de ninguém  a responsabilidade que nós escolhemos viver; e Sartre nesse ponto é radical  ele diz que você é responsável por todas as suas escolhas, porque mesmo quando você é coagido de todas as maneiras você ainda é responsável por tudo aquilo que você escolhe ser ,ai vêm uma frase que ficou muito famosa: " O ser humano é condenado a ser livre" somos seres que temos na escolha a essência da nossa existência, porque em primeiro lugar eu existo, logo venho citar outra frase famosa desse mesmo filósofo: "A existência precede a essência" ninguém nasce predestinado, ninguém nasce compelido a ser alguma coisa  são as nossas escolhas que define quem nós somos.  Ai vem as perguntas : O quanto estamos preparados para enfrentar o peso dessas escolhas? Em que medidas somos realmente livres para fazer todo tipo de escolha? Será que existem escolhas certas ou erradas? Talvez para pensar junto com Sartre chamamos para essa conversa o filósofo Alemão Nietzsche e ele vai nos dizer que somos um constante vir a ser, resumindo nós não somos nós estamos sendo, e o quanto você está se esforçando para se torna aquilo que você é? e o quanto você está pronto para assumir a liberdade de ser vai trazer para você ? Talvez esse seja o grande enigma e um dos grandes desafios que nós temos, e de lembrar que a nossa existência é só nossa, mas ao mesmo tempo nós vivemos com os outros, as minhas escolhas trazem uma grande responsabilidade porque elas não são escolhas que dizem respeito somente a mim, portanto, pensar na minha existência quase que imediatamente me joga na responsabilidade de pensar essa minha existência junto com o outro, pensar que esse outro e tão existente quanto eu. E se eu quero que minha existência seja respeitada na minha liberdade , isso me coloca imediatamente na responsabilidade de respeitar o ser do outro; quem vai nos lembrar isso é um filósofo francês, na qual foi baseada minha tese de monografia Gabriel  Marcel.
Marcel vai nos dizer que essa responsabilidade não é só comigo, mas, é também  com todos os outros a qual ele vai chamar de Tu, porque só assim a minha existência não se torna uma desculpa para meu egoísmo, mas ela se torna talvez, o ponto de partida para uma relação de respeito, uma relação de bom convívio e uma relação de responsabilidade com o outro.
(Adriano Soares de Sousa)                                  

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