DIETA DOS FILÓSOFOS

Você já foi ao nutricionista?? Geralmente quando um nutricionista  vai te indicar um cardápio vêm seguido com a famosa frase: "Você é o que você come"! Deve ser por isso que eu sou tão gostoso !
Bem, como já disse a filosofia ela investiga tudo que envolve o ser humano e sua existência e por quê não indagar o que ele ingere? O texto dessa semana foi escrito pelo meu grande amigo Marcos Antônio. Ele é filósofo ( aliás estudamos juntos) pela PUC MINAS e é formado em técnico em nutrição pelo SENAC-RJ e recentemente inaugurou teu blog a  "Dieta dos Santos" com uma proposta de unir boa alimentação para o corpo, mas , também alimentar a sua alma segue aqui o link: http://dietadossantos.blogspot.com.br/2017/03/alimento-remedio-alimento.html?spref=fb
 Espero que vocês gostem !!!

 ALIMENTAÇÃO DOS FILÓSOFOS

Dentro da filosofia temos muitas reflexões sobre a comida, praticamente todos mencionam a comida quando falam dos prazeres. Dentre todos dois se destacam na minha visão, Epicuro e Hipócrates.

A filosofia nos ajuda a ver que a comida é muito mais que um objeto. Ela traz consigo emoções, que são despertas em nós quando entramos em contato com ela. Alimentar-se é mais do que um ato em si, mas uma serie de emoções, histórias e prazeres. Mas temos de estar atentos, ela é um remédio para nosso corpo e deve ser consumida com moderação como todo remédio.

Nós passamos a fugir da dor buscando apenas os prazeres e paixões. A liberdade virou libertinagem e a comida uma fuga da realidade.

Os filósofos antigos sempre ensinaram a moderação e o autoconhecimento como o caminho da sabedoria. Para quem tem a capacidade de refletir sobre a vida nunca consegue ver a comida como algo simples que comemos e pronto. Sempre nos perguntamos e refletimos sobre algo maior que a vida.

Qual é o sentido de comer?

A comida na prática serve para nos dar saúde e energia para passar o dia. É como um remédio, como disse Hipócrates, logo ela deve ser consumida em doses reguladas para que não haja overdose.

Assim era antigamente, comíamos para viver. Entretanto as coisas mudaram e a comida passou a ser mais prazerosa e mover outros sentidos, além de ser algo social. Ela ganhou outra conotação na vida do ser humano.

Mas como somos desregrados e despreocupados, transformamos isso em um vício. Passamos a usar a comida como fuga de nossos problemas e fonte de prazer rápido. Quando estamos ansiosos comemos, quando estamos com raiva comemos, quando estamos apaixonados comemos, quando a amada(o) nos deixa comemos para esquecer.

A comida já está ligada em nossas vidas a recompensa e prazer, e ainda são saborosas e cheias de sódio e açúcar que provocam em nossos cérebros uma serie de reações químicas semelhantes as drogas.

Assim fica difícil lutar contra!

Por isso responder a esta pergunta é crucial neste processo: qual o motivo que eu tenho para comer? E depois: porque eu faço isso? Mesmo sabendo os motivos e as consequências: Porque eu continuo?

Temos que tirar os olhos da comida e colocarmos nos motivos de fazer isso. Porque quando falamos na obesidade focamos apenas na comida?

O problema não é a comida e sim as coisas que trazemos dentro de nós. O que passamos quando crianças, o que aprendemos, o que vivemos, os nossos sentimentos, etc. Tudo isso deve estar em harmonia, para que tanto nossa vida espiritual quanto nosso peso estejam equilibrados.

Espero que depois de ler esse texto você possa refletir melhor no porque dos seus problemas e pare de refletir sobre o seu problema em si. Seja mais profundo e tudo será mais equilibrado.

Termino com a frase do templo de delfos na antiga Grécia: "Conhece-te a ti mesmo". Será que você está dando tempo para se conhecer melhor?
(Marcos Antônio e Adriano Soares)     

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