ANÁLISE ANTROPOLÓGICA EM GABRIEL MARCEL

 Olá pensadores! Olá pensadoras! Tudo bem com vocês? Revirando minhas coisas, e vendo meus livros, eis- me que encontro com minha tese de monografia, e veio de forma nostálgica a lembrança de quanto trabalho me deu para fazer. 
Antes de falar da minha tese queria relata de forma bem abreviada, como cheguei ao tema desse T.C.C( trabalho de conclusão de curso) pois bem, a primeira vez que ouvir falar de Gabriel Marcel foi no trabalho de Antropologia quando cada um dos alunos foi responsável por falar de um filósofo, no início achei engraçado devida a apresentação ser feita de qualquer jeito com material apenas do google, portanto, não dei muita atenção, mas, a foto do filósofo me chamou a atenção, pois parecia um de nossos irmãos de comunidade.
 Chegou o anti-penúltimo período do curso, e com ele a disciplina de Introdução ao método a pesquisa e deveríamos já ter em mente um tema para apresentar, e assim o fiz, queria falar do "Amor em Santo Agostinho", mas, o professor disse que já era um tema batido e que queria temas novos, meu mundo caiu, já estava tudo planejado, e agora em curto espaço de tempo deveria fazer outro trabalho.
  O tempo foi passando e enrolei meu professor enquanto pude, foi ai que ele me deu um cheque mate e eu teria uma semana para mostra um pequeno esboço do que seria apresentado, foi ai que veio a providência, assistindo um vídeo em espanhol de Gabriel Marcel   pelo youtube me veio a ideia: -Vou falar da antropologia de Gabriel Marcel, fiz um trabalho para tirar a nota suficiente para passar, e me foi cobrado algo melhor  elaborado para a conclusão do curso, foi ai o meu martírio.
 Assim como no ano que se passou demorei para começar a fazer minha pesquisa, lembro-me que comecei a pesquisar somente no final de Abril e para minha surpresa não tinha livros do autor publicados em português, somente em espanhol e francês, confesso que chorei , pensei em desistir, mas, começar outro trabalho do zero não estava nos meus planos, foi ai que criei coragem comprei um livro de gramática francesa e o idioma espanhol já dominava e fui dando sequencia na minha pesquisa,ao final vê ela pronta me deu uma alegria e acabei me identificando com o filósofo e é dela que vamos falar agora.
 Para entender a filosofia de Gabriel Marcel é preciso entender um pouco de sua história de vida. Nosso filósofo nasceu no dia 7 de Dezembro de 1889 em Paris e formou-se em filosofia aos vinte anos e seu pai era católico e tinha uma jeito bem severo de ver a vida , casou-se novamente e sua madrasta o criou na doutrina protestante.
Converteu-se ao catolicismo no auge dos seus 40 anos depois de trabalhar na Cruz vermelha.
A partir da sua experiência de vida , acentua viver mistérios filosóficos, para ele a verdadeira filosofia nasce de uma tensão criadora, continuamente renovada ele mesmo defende sua filosofia como socio-cristão, ele também aceitou ser chamado de existencialista cristão(linha de pensamento que sigo). Gabriel faleceu em 8 de Outubro de 1973.
Marcel é um filosofo de envergadura, pois, ele é contemporâneo de vários filósofos como Jean Paul Sartre, Merleau Ponty, Heidegger, aliás Marcel foi amigo de Sartre e teve grandes embates filosóficos.
Marcel na tradição da filosofia francesa é um dos primeiros a afirmar que a filosofia não lida com problemas, mas sim com mistério, e no conceito de Marcel o que seria problema? Para ele problema é tudo aquilo que se torna coisa ou se torna objeto, problema é uma coisa que se dá em minha vida  e que se torna obstáculo, logo tenho que resolver, para ele problema é especifico no campo das ciências empíricas, logo a filosofia lida com mistérios. E o que seria mistérios? Para ele mistério é aquilo que se dá a conhecer, mas, que não se torna objeto, nem posse, nem propriedade, no mistério quando fazemos a pergunta : Quem sou eu? nessa pergunta estamos envolto nela, isso não é feito externamente , mas, interiormente, logo a função primeira da filosofia  é restituir para nós o peso ontológico da nossa existência, e a minha existência eu a sinto , eu a vivo, eu me relaciono não somente de uma ideia estabelecida ( ai vem uma crítica aos filósofos do idealismo alemão e a Descartes que veremos em breve. Não tão breve assim), para Marcel o mistério da vida está na própria encarnação, mas essa encarnação é diferente a da forma cristã, para ele encarnação é o nosso corpo, porque o nosso corpo é única forma que temos de relacionar com o mundo, em um de seus ensaios ele vai ser ousado, ele vai dizer que não tem um corpo, pois se tem um corpo se trata de coisa , ele vai fala que é um corpo, e isso é encarnação, pois ela me possibilita a entrar em relação e comunhão com o outro, sendo assim a vida tem um valor ontológico de participação no mundo.
Sendo assim, vem o embate com seu amigo Sartre, pois para Sartre o outro é meu inferno, o outro me limita, para Sartre o outro é tudo aquilo que não sou. Marcel pega a via contrária, ele vai dizer  que outro não me limita, é alguém que me expandi, e nessa comunhão com o outro que percebo justamente quem sou, o outro, segundo Marcel  "É uma caixa de ressonância". Diferente de Sartre para Marcel o outro juntamente comigo participa do mesmo mistério, o mistério da vida, então não pode haver uma relação de oposição no outro e sim deve haver uma relação de comunhão, e ele diz mais, a relação de comunhão que estabelecemos deve ser ontológica no SER( baseado no Atos dos Apóstolos) no qual somos e nos movemos.

Bem, tentei resumi 40 páginas em apenas uma e já peço desculpa se foi cansativo( caso você chegou até o final do texto). Irei terminá-lo com o trecho final da conclusão da minha monografia.
 -Desse modo, condizente com o pensamento de Gabriel Marcel não tenho a pretensão de esgotar a reflexão acerca deste autor, pois ela trata da filosofia da existência qual sempre está aberta ao novo , ao Ser , o qual o mistério é incapaz de se abranger na sua totalidade. 
 Tentar-se-á deixa aberto para aqueles que desejarem estudá-lo vivê-lo, pois só assim, é possível compreender a filosofia de Gabriel Marcel. Assim deixo o convite para aqueles que desejarem mergulhar no seu pensamento e contemplar com ele os mistérios como são aqui e agora.
( Soares de Sousa, Adriano)            
                                        

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