FILOSOFANDO O AMOR PARTE 3

Olá pensadores! Tudo bem com vocês ? Espero que sim! Hoje vou dar continuidade a esse tema infinito: O AMOR! Que em breve vai se transformar em livro, aguardem!
 Para contextualizar, vou falar um pouco do meu antigo trabalho. Trabalhava em uma empresa de call center oferecendo serviços de telefonia para uma determinada operadora de telefone ( como ela não vai patrocinar esse texto, não vou falar o nome) Minha função na empresa era oferecer pacotes de serviços controle para clientes que usavam o celular pré-pago, devido ao meu auto rendimento, me mudaram para o que chamamos de malling melhor, aonde clientes colocavam grandes quantias de recarga , foi ai que encontrei inspiração para esse texto.
Consegui fechar muitos contratos, mas, quero chamar a atenção para àqueles que eu não conseguir fechar.
O pacote que eu oferecia era do valor de R$ 35,00( não tem fidelidade) e geralmente os clientes colocavam o dobro desse valor em recarga , quando eu ia argumentar com ele sobre seus gastos, a resposta era a mesma:
Eu dizia: - Senhor ! Você está gastando o dobro do valor que estou oferecendo e tem menos benefícios!
E a resposta que eu ouvia era essa: - "Eu sei! mas, com o telefone pré-pago eu coloco recarga na hora que eu quero, não gosto da RESPONSABILIDADE de ter esse compromisso de todos os meses colocar um valor. Com meu telefone pré-pago eu coloco recarga quando quero, se tiver dinheiro eu coloco caso contrário fico sem utilizar".
Bem, essa resposta seria satisfatória se o cliente colocasse uma recarga por mês, mas ,pelo contrário, temos acesso ao extrato dele e lá verificamos que ele coloca varias recargas por mês e tem vezes que coloca até duas ou três recargas por semana.      
Concluindo, o cliente é super dependente do telefone, CONSOME um valor alto de recarga, mas não aceita o pacote pelo simples fato de não querer criar um VÍNCULO maior com a operadora.
  Você deve está me perguntando: Adriano, o que tem haver plano de telefone com amor? Calma estou chegando lá! 
Voltando, do trabalho conversando com uma pessoa sobre relacionamentos, fiz uma pergunta que me deu a ideia para escrever esse texto. A pergunta foi essa: - ....Olha vocês estão juntos a tanto tempo já pensaram em casar?
A resposta foi parafraseando um cliente: -"Se eu não gosta, posso cancelar?"
Em um dos meus textos fiz menção a sociedade liquida citada pelo filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, e em uma vida líquida , vivemos amores líquidos, e assim como em um plano de telefone não queremos assumir a RESPONSABILIDADE de assumir o outro.
Tantas pessoas tem medo de assumir um compromisso e de estar sério com alguém que continuam com um relacionamento não definido que acaba confundindo as coisas e só funciona até não funcionar mais.
Hoje em dia ninguém fala "estou namorando" hoje em dia as pessoas estão se PEGANDO, e assim como um telefone pré-pago você não precisa estabelecer um VÍNCULO mais profundo, ficou hoje, você não precisa necessariamente ficar amanhã , é um relacionamento,pois, estamos dentro de uma permanência , mas você não precisa criar um vínculo ( um pacote controle) mais forte. Esse conflito entre a nossa busca pela permanência e uma impermanência constante; para Zygmunt é uma grande fonte de angústia do ser humano contemporâneo.
Não há qualquer a possibilidade de reconhecer os nossos defeitos, quando já começa por está procura tão indigna para qualquer ser humano. Esquecemos que somos seres imperfeitos. Tão naturalmente conectados nas redes sociais , fomos tomando por suas funções a alta rotatividade que os mesmos causam nas nossas relações, hoje você é o melhor amigo tem confidências,e tudo mais, amanhã você é deletado por que criou-se intimidade demais.
E a pergunta que fica é: Como iremos nos relacionar em um mundo a onde as relações são rasas e superficiais?  ( continua...)
(Soares de Sousa, Adriano)   

       
    
     

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