A HISTÓRIA DO (SEXO) BRASIL

Olá pensadores tudo bem com vocês ? Espero que sim! Hoje vou fazer algo diferente, o texto não vai ser propriamente de filosofia e sim de história , lembrando a primeira vez que lecionei. Minha primeira vez como professor foi lecionando história para uma turma do primeiro ano do ensino médio , que saudades dessa época!! 
Bem, somos um povo tropical, logo, temos a tendência de ser um povo  libidinoso por natureza ,e ainda sofremos influência do povo africano e do europeu , e pesquisando nossa história , o sexo é encarado além de ser algo prazeroso , particularmente para classes baixas como meio de diversão .Por isso, inconscientemente quando os jovens vão a um baile funk , ou as chamadas resenhas e até mesmo as calouradas universitárias   é comum essas festas serem regradas de sexo explícito, pois o próprio está incluído na diversão. 
Mas, vamos ao que interessa, vamos ver de onde vem tanto tesão de nós brasileiros.

BRASIL COLONIA  

Quando fui para Europa , isso foi há uns cinco anos atrás , a primeira coisa que me perguntaram foi como era a mulher brasileira , mas, esse encanto pela mulher brasileira vem de muito tempo  é só prestar atenção na carta do escrivão Pedro Vaz Caminha para o Rei de Portugal : " ....aqueles corpos formosos e moças tão bem feitas (...) que muitas mulheres da nossa terra vendo tais feições lhes faria vergonha por não terem seu corpo como o delas".
Os padres Jesuítas tiveram muito trabalho para "purificar" o povo nativo  para aliviar a situação e para que os índios aceitassem a monogamia pediram a permissão da Santa Sé para aprovar casamentos entre  tios e sobrinhas. 
Outra curiosidade é que o sexo com índias era até permitido , ou tolerado, em função da falta das mulheres brancas nas terras recém-conquistadas.
Fosse  como fosse , na sociedade colonial , o sexo era uma válvula de escape em resposta àquelas relações opressoras , ora para manter o poder, ora para libertar-se.

BRASIL IMPÉRIO 

No Brasil império para falar de depravação , temos que começar a falar de nosso primeiro governante Dom Pedro I que segundo relatos; além de sua esposa , tinha muitas amantes, e nem precisava ser uma amante formal, basta uma viagem na sua carruagem e ver uma mulher atraente que ele já usava de seu poder para possuir a linda donzela. Historiadores falam que o Imperador teve 40 filhos entre eles legítimos e não reconhecidos.  
Além disso era comum homens possuir suas escravas e as Sinhás ter seu escravo de estimação, mesmo sendo casadas.  Segue-se aqui 10 fatos de exploração sexual no Brasil Império.
1. Sexo coagido:
As mulheres brancas ameaçavam acusá-los de estupro ou tentativa de estupro, se não concordassem com o sexo para perpetuar a supremacia branca.
2. Bode expiatório:
Mulheres brancas descontavam as suas frustrações sobre os homens escravizados que possuíam com excessiva crueldade, violência e sexo forçado como uma forma de combater o sentimento de relativa impotência (perante homens brancos).
3. Sexo exposto:
Se um senhor de escravos acreditasse que um homem pudesse ter prole forte, saudável, o homem escravizado não só era forçado a ter relações sexuais, como teria que ter relações sexuais na presença do senhor.
4. Castração:
Proprietários brancos castravam ou mesmo matavam os homens escravizados que engravidassem suas mulheres que faziam sexo com negros escravizados quando seus maridos não estavam em casa.

5. Sexo homem com homem:
Muitas vezes, os escravizados eram forçados a manter relações homossexuais (com os senhores ou com outros escravizados).
6. Troca de esposas:
Alguns senhores levavam a esposa de um escravizado e a entregava a outros escravizados para manter relações sexuais e produzir descendentes deles. (Prática dolorosa para a mulher pela perda de seu par e por todo o processo envolvido e para o homem, pela perda de seu par.)
7. Humilhação Pública:
Os senhores colocavam homens despidos na frente das mulheres, e ameaçam, com o chicote na mão, a mulher a ter relações sexuais com o homem escolhido.
 8. Circuito de plantio:
Negros escravizados seriam colocados em um circuito de plantio, onde eles seriam forçados a fazer sexo com "galões de jovens negras inúteis". Lá, ele se "casaria" - e outra vez.
9. Esposa negada:
O Homem Negro iria viver perto de sua esposa, mas raramente teria permissão para visitá-la, enquanto os homens brancos e outros homens escravizados recrutados fariam sexo consistente com ela.

10. Trabalho árduo:

A um escravizado seria dado trabalho extra, árduo o suficiente para mantê-lo ocupado enquanto homens brancos teriam relações sexuais com a sua esposa.

BRASIL REPÚBLICA

Entre o final do século XIX e no início do século XX , a medicina queria imprimir uma conduta que impedisse tanto excesso quanto a continência sexual.
Para  garantir a transformação da " raça brasileira " frequentemente reconhecida como vítima dos impulsos instintivos e da sexualidade excessiva , a medicina mental por meio da liga brasileira de Higiene Mental , fundada em 1.923 pelo psiquiatra Gustavo Riedel (1887-1934) organizou um projeto de educação sexual que propunha a ensinar a reprodução o verdadeiro significado do casamento  e o combate a doenças venéreas .

BRASIL CONTEMPORÂNEO 

O Brasil é uma chave para pensar na sexualização da raça e na "racialização" do sexo. Foi o primeiro país da América Latina a ter um movimento eugênico organizado. O termo eugênia foi criado por Francis Galton , antropólogo, matemático, geografo e médico inglês. Seria o estudo dos agentes que podem melhorar ou degenerar as qualidades raciais de uma população em gerações futuras . O Brasil queria embranquecer sua população, mas, se contradiz, quando, paralelamente a essas políticas de depuração racial e sexual, os intelectuais criavam ideais de nação com base no encontro sexual no encontro inter-racial.  Quer um exemplo?
O Brasil e reconhecido pelo país das mulatas , e isso se construiu em nossa literatura no nosso carnaval, e nas agências de turismo, o exemplo mais claro foi na última copa do mundo , aonde o turismo sexual nunca faturou tanto.
Estas são as contradições de um país onde a sexualidade, vista de fora como libertária , na verdade se entrecruza com diversas formas de desigualdade.
(fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional, Livro : Entre a Luxúria e o pudor, Carmo, Paulo Sérgio, Ed Octavo ltda )
(Soares de Sousa, Adriano)          

  

    

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