MULHERES FILÓSOFAS

Olá pensadores e pensadoras! Tudo bem, com vocês ? Espero que sim! E lá se vai mais uma semana de encontros e desencontros, mas, essa semana comemoramos uma data muito especial, O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES, esse humilde blog não irá passar batido em uma data tão significativa e irá homenageá-las de forma singela.
Na minha formação na Universidade, sempre questionei a grade de ensino,pois, não ter mulheres filósofas para se estudar suas teses, foi quando no finalzinho do curso estudamos de forma bem rasa estudamos Edith Stein ( a qual vai ganhar destaque em um próximo texto quando falarei de fenomenologia) , quando me formei e comecei a lecionar, uma aluna me fez o seguinte questionamento: "Professor! Não existem mulheres filósofas ? Foi ai que fui pesquisar por conta própria as representantes femininas na filosofia.
No texto de hoje vou citar algumas, muitas irão ficar de fora , mas , nem por isso deixam de serem significativas, espero que gostem , e que você mulher sinta-se representada.
                                                                           Aspácia(470 a.C a 400 a.C)

Ela era como se fosse uma Ilda furacão da época, mas, tinha o respeito de Sócrates , alguns historiadores , dizem que Sócrates aprendeu a arte da eloquência com ela.
Ficou mais conhecida como a consorte e acompanhante do grande estadista Péricles .
A uma grande evidência que sugere que ela foi uma mulher muito inteligente , e que influenciou muitos dos importantes escritores , pensadores e estadistas de seu tempo.
                                                    Hipácia (355 d.C a 415 d.C)

Ela era filha de Theon, grande filósofo , graças a sua influência ela se destacaria no cenário intelectual posterior.
Adepta a corrente neoplatônica,  se tornou a maior pesquisadora da Alexandria nos campos da matemática e da filosofia , legando no futuro grandes descobertas nessas disciplinas, bem como na física e na astronomia . Ela se devotou à pratica da poética e sobressaia a retórica.
Infelizmente o fanatismo religioso pôs fim a essa vida brilhante, que você pode saber melhor assistindo ao filme Àgora .
                                            Olympe de Gouge (1748-1793)
Criou-se na pequena burguesia e apesar de ser muito inteligente e bonita , teve uma educação muito pobre . Semi- analfabeta não sabia ler corretamente, como também escrever, mas tinha um secretário que colocava por escrito tudo o que ela dizia.
Ela transformou suas ideias em sugestões para medidas sócio- políticas e se tornou foco de discussão em toda Paris. Com a publicação de seu artigo: Declaração dos Direitos das Mulheres , tornou-se a primeira pessoa a formular um documento compreensivo sobre direito de cidadãos.
                                                        Hannah Arent  (1906-1975)

Conhecida como pensadora da liberdade, ela viveu as grandes transformações do poder político século XX. Estudou a formação dos regimes autoritários instalados nesse período (nazismo e comunismo) e defendeu os direitos individuais e os da família, contra a sociedade de massa e os crimes contra pessoas.
Sua obra é fundamental para refletir sobre os tempos atuais , dilacerados por guerras localizadas por nacionalismos . Para Hannah , compreender significava enfrentar sem preconceitos a realidade , e resistir a ela , sem procurar explicações em antecedentes históricos.
                                              Simone de Beauvoir 1908-1986)

Ela é um ícone do pensamento filosófico  feminista, e se hoje tem debates sobre questões de gênero é graças a ela. Simone foi a eterna namorada do filósofo Sartre (nunca se assumiram) e isso influenciou seu pensamento. Para ela ninguém nasce mulher, mas, torna-se mulher , de acordo com esse ponto de vista devemos separar sexo como um fator biológico, de gênero que para Simone é um fator de construção social .
Resumindo, ser homem ou ser mulher , não é um dado natural , mas performático social , de maneira que, ao longo da história, cada sociedade criou os padrões de ação e comportamento de cada gênero.
                                                            Simone Weil(1909-1943)

Viveu intensamente as lutas, esperanças e dores de seu tempo. Movida por um intenso sentimento de solidariedade , abandona o magistério para trabalhar como operária da Renault . A dolorosa experiência com o trabalho na montadora , rendeu frutos em sua literatura , baseado nessa experiência ela escreve toda a realidade vivida e se aproxima da fé cristã , já que era de família judaica e se torna uma grande pensadora de sua época.
                                                               Angela Davis(1944)

Negra , mulher, ativista , marxista, feminista e acima de tudo lutadora. Figura do símbolo da causa negra nos anos 60 no E.U.A , liderou ao que chamamos de segunda fase do feminismo , Angela era tudo que o machismo branco não tolerava: Uma mulher negra, ativista desafiando o sistema que oprimia e violentava seus pares, sem jamais abaixar a cabeça ou o volume da sua voz.
Sua ousadia , teve algumas consequências ruins, como forma de represaria foi demitida de seu cargo de professora de filosofia na Universidade da California . No início da década de 1970 foi colocada na lista dos 10 criminosos do E.U.A  foi condenada e presa sem prova só com base em especulações.
                                                             Marilena Chaui(1941)

Graduada e licenciada em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) é Mestre e doutora pela USP,  especialista em história da filosofia moderna e filosofia política.
Professora livre- docente de História da filosofia Moderna no Departamento de filosofia da USP . Doutora honoris causa pela Universidade de Paris 8.
Ex- secretária municipal da cultura de São Paulo de 1989a 1992.
 
 
                                                              Marcia Tiburi (1970)

Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e já publicou vários livros  entre eles o que mais repercutiu  na mídia : "Como conversar com um fascista" publicado no ano de 2015.

(Soares de Sousa, Adriano)


  


  

 
  

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