A LIBERDADE EM ESPINOSA(DETERMINISMO)

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Bem estamos em ritmo de férias( eu pelo menos) e com ele vêm as festas de fim de ano, como prometi no texto passado vamos dar sequência a série liberdade, hoje com o filósofo holandês Espinosa, mas antes , como vai ser a primeira vez que falo especificamente dele no blog, irei falar um pouquinho de sua biografia.
Baruch Espinosa nasceu em Amsterdam em 1632, numa família judia de origem espanhola, cujo os ascendentes, que haviam antes migrado para Portugal, juntaram-se depois a comunidade judaica de Amsterdam. Aos 24 anos como não podia mais exercer uma profissão liberal, por ter sido excomungado tanto pelos judeus quanto pelos cristãos devido a recusar qualquer filiação religiosa, aprende o oficio de alfaiate e polidor de vidros, atividades de que passará a viver (até porque ninguém fica rico filosofando) . Nesse período escreve o Breve tratado sobre Deus, O tratado da reforma da inteligência e os princípios da filosofia de Descartes, única obra publicada em vida, que lhe deu uma certa celebridade na Holanda e no exterior. Em 1670 ele escreve o tratado que iremos debater em seguida chamado Tratado da liberdade de pensamento, detalhe foi publicado anonimamente. Morre em 1677 morre de tuberculose aos 45 anos.
Para Falar de liberdade em Espinosa é meio delicado é complexo, pois, o filósofo não acreditava em livre-arbítrio, SIM!!! Espinosa acreditava que o livre- arbítrio era uma ilusão, porque temos consciência dos nossos atos , mas não temos consciência das causas que nos levam a comete-los, logo, para Espinosa nossos atos são causados por consequências externas , por coisas que nos influenciam a fazer o ato, portanto para Espinosa somos seres determinados, mas, por quem? O filósofo fala que somos seres determinados por Deus. Espinosa diz que Deus é a única substância que existe e para entender esse pensamento de Espinosa é preciso entender o que é substância para o filósofo citado. Substância segundo Espinosa é  aquilo que pode ser definido por ele mesmo, não precisa explica nada além da própria substância; por exemplo se formos explicar o ser humano , muitas coisas que vão além do ser humano, eu tenho que explicar a anatomia dele , a psicologia, o social aonde ele vive da forma como esse ser se comporta, logo tenho que explicar várias coisas que explica o ser humano, entretanto uma substância não pode ser isso , a substância se explica a si mesma sem recorrer a nada.
Sendo assim, Deus é a única substância que existe porque Deus se define por si mesmo. Outro ponto significativo sobre a substância é que ela é infinita ,pois, se ela fosse finita ela seria limitada por outra substância é para explicá-la teria que explicar a outra substância. Chegando nessa conclusão Espinosa chega em um ponto importante: Como pode existir o mundo e Deus ao mesmo tempo? Se Deus é a única substância que existe e ela é infinita, não pode existir nada além dele, pois se existisse esse algo limitaria ele. Espinosa percebendo isso faz uma relação importante ele diz que Deus e a natureza é uma coisa só , porque a natureza está em Deus e faz parte dessa única substância. Seguindo o pensamento de Espinosa a natureza é algo determinado pela essência de Deus, logo nós também como ser humano pertencente de Deus somos seres determinados pela essência de Deus, portanto a liberdade humana é algo questionável , até porque para o filósofo nem Deus é livre, pois, Deus é guiado pela sua própria essência, pela sua própria maneira de ser , Ele não pode ser de outro jeito , Ele só pode ser do jeito que ele é . Podemos entender então que Deus faz o que Ele tem que fazer ,pois sua essência o obriga a agir dessa forma, logo Deus não é livre ! Sendo Deus que é única substância não é livre , dirá o ser humano com suas limitações , ele está condicionado a viver tal realidade. Concluindo o ser humano não é livre!
E você gostou dessa definição de liberdade? quer partilhar se ficou alguma dúvida? Na próxima semana eu volto trazendo a última definição de liberdade nessa série. Um feliz Natal e até lá!
(Sousa, Adriano Soares de)                           

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