A LIBERDADE EM SANTO AGOSTINHO

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Comigo está tudo bem graças a Deus! E quem diria, chegamos ao fim do ano, e para finalizar 2018 com chave de ouro, trago o fim da série liberdade com o nosso último filósofo Santo Agostinho de Hipona. E como é de praxe nesse blog, toda vez que citamos um filósofo pela primeira vez , fazemos uma sessão Leão Lobo com ele, e com Santo Agostinho não vai ser diferente.
Cidadão romano do Norte da África, nascido em Tagasta no ano de 354, (hoje Argélia) , estuda em Cartago essencialmente retórica e literatura e descobre sozinho a filosofia, lendo Cícero e frequentando os maniqueístas. Tendo recebido uma educação cristã da mãe , volta-se naturalmente a bíblia , mas o  , mas o antigo testamento parece, em sua juventude , uma obra bárbara e irracional, e o cristianismo, uma religião de gente simples e inculta. Depois de ocupar com brilho uma cátedra de retórica , vai para Roma , depois para Milão. Decepcionado tanto com o maniqueísmo como com o ceticismo da nova academia , descobre entusiamos em Plotino, ao ouvir os sermões neoplatônicos de Santo Ambrósio, bispo de Milão. Graças a Simpliciano, o sacerdote que havia ordenado Ambrósio , adquire uma nova compreensão da religião cristã.
Seus tormentos da época de "vida louca" na sua juventude, testemunham uma consciência inquieta, presa  das postulações contraditórias, dilacerada pela luta interna entre carne e espírito. Ele busca febrilmente "o obscuro objeto de desejo", que vai revelar a ele no Deus de sua mãe , orientando-o assim para a conversão. Iluminado pela leitura do Evangelho segundo São Marcos, descobre a religião cristã o que a filosofia não lhe trouxera. O relato que faz em suas Confissões da sua iluminação e da sua experiência mística é uma das passagens mais comoventes da literatura religiosa, pela força espiritual que dela se desprende. Batizado em 387, volta para Tagasta, onde pretende consagra-se a uma vida de estudos e de preces. Mas, solicitado para ser padre, depois bispo de Hipona(hoje Annaba), renuncia em parte à sua existência contemplativa para exercer, com maior consciência suas funções episcopais, fardo pesadíssimo na época. Morre em 430, em plena invasão bárbara.
Bem acho significativo passar a biografia do autor pois, isso influi muito no seu pensamento. Vemos isso com Santo Agostinho, para ele o livre arbítrio não é a verdeira liberdade. Esta, "liberdade", é a confirmação da vontade do bem pela graça. De fato, o homem entre a si mesmo é impotente para triunfar da concupiscência. O socorro de Deus é necessário para apoiá-lo em sua ação no sentido de bem. A graça é essa intervenção divina a favor do homem, sem qual este não pode alcançar sua salvação. O amor de Deus, que a graça propõe,é um apelo a uma felicidade  tamanha que acarreta irresistivelmente a adesão da vontade. Esse chamado não suprime contudo a liberdade que se exerce primeiro no simples fato de implorar a ajuda de Deus, mas também de cooperar para ação divina em nós . De fato, a liberdade é para Santo Agostinho essencialmente libertação pela graça e comporta uma gradação : O homem é tanto mais livre quanto mais submete ao chamado da graça e mais participa da sua salvação. É esse  sentido dessa reflexão de Santo Agostinho: " Agindo sobre a vontade, a graça não apenas respeita o livre-arbítrio, mas lhe confere a liberdade".
E você, gosto da série liberdade? Com qual mais se identificou? deixe aqui nós comentários, e no mais te desejo um feliz ano novo de muita harmonia.
(Sousa, Adriano Soares de)
Referências bibliográficas: CONFISSÕES, Agostinho de Hipona, Ed. Paulus. O LIVRE-ARBÍTRIO, Agostinho de Hipona, Ed. Paulus.                          

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