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HOMUS RELIGIOSUS: A NECESSIDADE DA RELIGIÃO

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Eu estou muito bem graças ao bom Deus. E hein falar de Deus , acontece um fenômeno muito curioso nessa semana. Ontem começou os festejos de carnaval e com ele vêm a libertinagem e a profanação exagerada (falo sem nenhum tipo de moralismo)  até chegar a quarta-feira de cinzas, e aquela pessoa que se excedeu em exageros nos últimos dias, procura a salvação e o arrependimento de seus atos em um evento religioso( para quem é católico). É curioso saber que o "profano" e o sagrado habita em um mesmo ser e podemos concluir que vivemos nesse mundo sendo base da nossa essência a contradição.
Existe uma forte tendência e isso é uma questão eminentemente política nas sociedades ocidentais, mas , existe uma forte tendência desde o século XVIII  entender que os fundamentos objetivos da religião, que são os fundamentos espirituais aqueles fundamentos que fazem as pessoas saírem dessa esfera transitória das coisas é alcançar outra dimensão da existência, existe uma tendência que isso não é real á outra tendência achar que isso é uma patologia comparável a qualquer outra patologia psíquica. Eu penso que isso seja uma tendência política , porque a partir do século XVIII os estados seculares querem nortear a organização das sociedades cada vez mais  é na direção de uma existência exclusivamente material, uma existência fundada na observação apenas dos elementos concretos e na vivência dos mesmos. 
O Estado secular quer tornar a vida objetiva totalmente satisfatória para o ser humano. Consequentemente  os elementos espirituais são considerados secundários. Parece claro,  no entanto, que apesar dessa desqualificação  não há como  seres humanos viverem neste mundo encontrando  nele exclusivamente um sentido. À medida que esse mundo é absolutamente transitório, portanto, nem tudo que se apresenta o ser humano a percepção do eterno como por exemplo através da experiência dos valores, irei pegar o amor como exemplo; essa percepção de algo que é eterno de algo que perdura, ela em todos os lugares, a testa essa inclinação humana para a capacidade da sua consciência em perceber a existência de algo que é transitório. Aliás, toda cultura, toda arte e toda ciência emerge de inspirações e percepções maiores que as percepções desse mundo, sendo assim, há uma tendência o movimento que existe no sentido de desqualificar a experiência religiosa e busca consolidar elementos políticos desprovidos de valores morais  espirituais e valores de subjetividade, ele não encontra consistências dentro da estrutura da consciência dos seres humanos mesmo convidados a adorar a transitoriedade do mundo sempre acabam de uma forma ou de outra voltando para a transcendência .
Podemos concluir então,que por mais que a uma tentativa de desqualificar  a experiência religiosa, rotulando- a como se fosse uma patologia , ela encontra um limite na própria consciência humana e na própria alma, logo, ela acaba sendo a principal forma de cura. Porque a grande doença na verdade parece ser a dedicação exclusiva e passional as coisa do mundo, mundo esse que é absolutamente efêmero.
(Sousa, Adriano Soares de Sousa)                   

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