O FEMINICÍDIO E A SÍNDROME DE ESTOCOLMO

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje é um dia muito especial, comemoramos o dia internacional das mulheres. Hoje é dia de homenagear aquela que é chamada de sexo frágil, mas que de frágil não tem nada. 
Essa data é comemorada devido o fato de que no ano de 1911, 130 operárias lutavam por melhorias trabalhistas , as mesmas foram trancadas na própria fábrica e queimadas vivas, esse fato desencadeou um monte de protestos na época que resultaram na data comemorada hoje.
Mas, em se tratando de Brasil não temos muito o que comemorar, dados desse ano afirmam que houve mais de 200 feminicídios em todo país e 71% da violência contra mulher o agressor é o próprio parceiro. Isso são os casos que entram na grande mídia ou se tem registro de B.O nas delegacias, mas e aqueles casos que ficam entre 4 paredes ou somente entre a família!
É sobre isso que quero relatar ,pois, sempre vem o questionamento se a mulher  é agredida, porque ela não se afasta?  
Bem, pesquisando sobre o assunto descobrir que muitos dos casos, a mulher aceita as agressões pois sofre de uma patologia, que é chamada de Síndrome de Estocolmo.
Ela tem esse nome devido ao famoso assalto de Normaltmstorg em Estocolmo na Suécia, quando as vítimas ficaram refém do dia 23 a 28 de Agosto de 1973, e mesmo assim defendiam seus raptores, sendo assim o termo foi dado pelo psicólogo Nils Bejerot , e foi adotado então pelo  meio científico.
Conceituando a síndrome, ela acontece quando a vítima cria laços de afeto com seu agressor. De um ponto de vista psicanalítico , pessoas que possam ter desenvolvido durante a infância com os seus próximos algum traço de caráter sádico ou masoquista implícito em sua personalidade, podem em certas circunstâncias de abuso desenvolver  sentimentos de afetos e apegos dirigidos a seus agressores, isso explica muito dos relacionamentos abusivos que presenciamos nos dias de hoje.
Outra tese, seria que a vítima como mecanismo de defesa, desenvolva inconscientemente irracional uma ideia na tentativa de projetar sentimentos afetivos pelo seu agressor,logo a vítima se sente protegida ao invés de se sentir ameaçada.
Muitas das vezes quem está do lado fora da situação pensa que isso acontece pelo fato de que a mulher é financeiramente dependente do homem, mas irei citar aqui 2 exemplos que provará o contrário.
O primeiro exemplo, irei citar no condomínio que minha namorada mora. Ela tem como amiga a Vanessa (nome fictício) fato é que minha namorada é madrinha da filha da mesma, ela tem um relacionamento conturbado com o Paulo(nome fictício) que volta e meia tem discussões de acordar o prédio. Em uma dessas discussões ouvimos os gritos de Vanessa e o choro do bebê , e Paulo gritando para Deus e o mundo que iria matar Vanessa, imediatamente intervimos e chamamos a polícia , no prazo de Vinte minutos os policiais chegaram prenderam o Paulo em flagrante e levamos Vanessa para o nosso apartamento. Chegando lá Vanessa se põe a chorar,pois ficou apossada de um sentimento de culpa por ter gritado alto a ponto da polícia chegar, e durante o tempo que ela ficou conosco sua vontade era de ir a delegacia retirar a queixa contra Paulo. Bem, no dia seguinte Paulo chega chama Vanessa e sem pensar duas vezes Vanessa corre para os braços de Paulo. Você pensa mais uma vez que ela age assim por conta de depender financeiramente de Paulo, engano seu! Quem sustenta a casa é a Vanessa, trabalha em um supermercado como caixa ganhando um salário, tem que pagar aluguel e sustentar sua filha e o Paulo, pois Paulo tem 24 anos e nunca trabalhou na vida, e a única coisa que ele saber fazer é fica de boa com os "manos" e fumar maconha e cheira cola, bem deu pra ver que o caso é mais complicado do que se apresenta .
O segundo caso não será preciso usar nomes fictícios pois é do conhecimento de todos, quem lembra do caso de Tatiane Spitzner , que foi agredida e morta pelo seu marido Luís Felipe Manvalier, que após ter enforcado-a ainda a remessou do quarto andar. Relatos dos mais próximos do casal nunca imaginaram que Tatiane era espancada por Luís, dias depois o ocorrido entrei no Instagram de Tatiane e notei post de fotos com dizeres apaixonados pelo seu assassino, somente algumas amigas bem próximas de Tatiane sabiam que Luís se excedia em algumas discussões do casal e só. Na questão financeira Tatiane se especializou, foi estudar na Alemanha, logo era uma profissional renomada.
Sabendo então, que a violência doméstica pode ser fruto de uma patologia o que devemos fazer?
Eu acredito, que sabendo desses dados  antes de chamar ou ao chamar a polícia deve-se orientar a vítima a procurar um psicólogo, para que o profissional possa orientá-la e rever os fatos não como ela pensa que aconteceu (sabendo que pessoas assim sempre irá justificar o fato de está sendo agredida) mas, como aconteceu na realidade.   
É importante também tirar a vítima do insolamento, portanto família, amigos são super importantes , pois a vítima tem que entender que ela não está sozinha e tem em quem confiar e não somente no seu agressor.
(Sousa, Adriano Soares de)          
                             

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