TENTANDO EXPLICAR HEGEL: PARTE 2

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim !Comigo vai tudo bem graças ao Bom Deus!
Hoje darei sequência a filosofia de Hegel explicando sobre sua dialética.
Hegel em sua filosofia propôs a explicar a história da humanidade, como nós chegamos até onde estamos hoje. Em uma de suas falas Hegel diz que a filosofia é a coruja de minerva que voa ao cair do crepúsculo, ou seja , ao final da tarde , sendo assim a filosofia só chega depois que tudo aconteceu. 
Vou tentar explicar de formar bem simplória (pois é muito complexo ) a filosofia da dialética de Hegel . Nós fazemos parte de um grande corpo, esse corpo que agora daremos o nome de universo caminha para uma grande verdade, essa é a ideia principal da dialética de Hegel, mas, como tudo isso acontece? Para Hegel cada época tem um espírito e já vimos o que é espírito para Hegel no texto passado, continuando, logo nesse período, cada uma dessas épocas vive de um jeito, uma cultura, uma forma de ver as coisas, sendo assim Hegel entende que a humanidade caminha a partir de um movimento dialético, que seria ser dialético? Para Hegel é o confronto de ideias. 
Portanto, cada espírito apresenta uma tese que para determinado tempo é aceito na humanidade. Um exemplo clássico que fica fácil de ser compreendido é a ideia de escravidão, houve um tempo que ser escravo era uma coisa aceitável, moralmente justificada: Um povo superior, invade outro povo inferior e logo esse é escravizado, fato é que temos Epiteto filósofo estoico que era um escravo ,nas cartas de São Paulo a Filêmon no segundo testamento vemos o Apóstolo falando para Filêmon receber bem seu escravo Onésimo ,portanto a escravidão era vista como normal para aquela época.
Depois de vermos uma tese vem a antítese que vai divergir de uma ideia já consolidada, no exemplo da escravidão a antítese vem dos abolicionistas, por exemplo na França foi em 3 de Fevereiro de 1794 com após a revolução francesa com a Declaração do homem e do cidadão em uma convenção nacional, se bem que depois Napoleão a retoma a colônia do Senegal 3 anos depois.
Pois, bem depois de termos a tese e antítese, teremos a síntese? Todos povos devem ser "livres"(que na prática não funciona, mas não deixa de ser uma síntese). Segundo Hegel existe um espírito absoluto que seria uma razão que movimenta e faz com que as coisas aconteçam rumo a uma verdade absoluta, sendo assim o real é racional, e o racional é real , ficou muita brisa né? calma que vou traduzir, para Hegel a realidade vive em função de uma razão  que determina uma realidade conclui-se então  que o espírito absoluto é o que move a humanidade para a verdade. Hegel diz que nós não entendemos esse movimento porque fazemos parte dele e a única forma de nós nos percebemos isso  e a partir do estado, ( seja ele municipal, estadual ou federal) portanto, quando eu me percebo como cidadão brasileiro e participo diretamente na dialética histórica do país, eu me vejo na totalidade: Como ele mesmo disse: O indivíduo se reconhece no todo a partir do estado". Sendo assim para Hegel o papel da filosofia é dá essa consciência do movimento do universo.

A SÍNTESE DE MARX

Muitos filósofos discordaram do pensamento de Hegel, mas tem um que propôs sua filosofia a fazer uma antítese a Hegel, esse foi Karl Marx.
Para Marx, essa ideia de chegarmos a verdade através do espírito absoluto nos torna um ser conformado e aceitando situações de injustiça.
Marx, diz que ao invés da dialética histórica , ele substitui pelo materialismo histórico, a grosso modo se eu espera o espírito absoluto me leva a verdade, não irei a lugar nenhum, portanto as coisas se resolvem aqui e agora ,  entende-se então que a humanidade só muda quando mudarem os meios de produção, e para isso acontecer tem que haver a revolução do proletariado, esse por sua vez tem que tomar os meios de produção para dividir de forma igualitária.
Vocês devem observar que no subtítulo eu coloquei como a síntese de Marx, pois se você observar a dialética histórica de Hegel acontece.
Inicio a primeira parte do texto falando que Hegel discordava de Kant, o mesmo nessa segunda parte mostra sua antítese, por seguinte Marx faz sua síntese.
Pois, bem gostaram do texto espero que sim te aguardo na próxima semana.
(Sousa, Adriano Soares de)
Referência Bibliográfica: ENCICLOPÉDIA DAS CIÊNCIAS FILOSÓFICAS, Hegel, Editora Loyola, 1995. 



                                     

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