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EMPATIA SEGUNDO DAVID HUME

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Comigo está tudo bem graças ao Bom Deus ! E estamos aqui mais uma vez para refletir coisas do nosso dia a dia.
E uma palavra que está na moda é palavra empatia, mas você sabe o que ela significa?
Empatia é quando você está disputando par ou ímpar com a sua tia e de cara você pede "Em par tia!" (piada desnecessária)  Falando sério a Empatia é um conceito extremamente demandado hoje em todas as áreas do conhecimento que vão se relacionar com pessoas( área de humanas). 
A empatia é discutida na filosofia, sociologia,psicologia e até na neurociência; na filosofia em particular  a grande atenção seria na ética. 
A pergunta básica de empatia que vou tentar responder aqui hoje nessas linhas, e como eu entendo o OUTRO? Como é que nós somos capazes de acessar o que está na mente do outro. Filosoficamente falando esse conceito é o problema das outras mentes, como eu acesso de fato  o conhecimento de outra pessoa e aparentemente nós temos a sensação de que não conhecemos o que a outra pessoa está pensando que é completamente privado , e que eu não tenho acesso ao pensamento do individuo, mas, eu te digo que nós temos acesso sim, eu não posso te saber exatamente o que você está pensando, porém, através de sua expressão corporal, através de como você me dirige a palavra, o tom da sua voz , eu consigo sim ter uma noção muito adequada sobre a situação das outras pessoas, embora isso não é uma coisa que eu possa acessar em primeira pessoa no meu primeiro pensamento. 
Uma das interpretações possíveis para empatia é supor que essa empatia traço de reconhecimento do outro é um traço natural, nós já nascemos com isso , logo , isso acontece biologicamente em uma criança de colo, ela reconhece a face da mãe logo de inicio é consegue verificar sentimentos da mãe , a mãe nessa relação também aos poucos vai reconhecendo o que a criança está sentido, por qual é o motivo do choro. Portanto, essa primeira sensação de que não entendemos o outro, ela é uma sensação primária , nós entendemos sim o outro claro que com alguma dificuldade por isso a grande questão na filosofia e de tentar tratar o conhecimento da empatia na questão  filosófica.
Uma das versões que vamos trabalhar nesse texto, e a versão de um filósofo escocês do século XVIII  chamado de David Hume(1711-1776).
Será a primeira vez que citá-lei-o no blog, sendo assim eu faço um resumo de como foi a trajetória do filósofo, mas como David Hume será objeto de estudo em outros textos, colocarei sua trajetória em textos futuros.
David Hume não utiliza a palavra empatia  até porque essa palavra ainda não existia , por isso ele utiliza a palavra Simpatia. E o que é simpatia? Simpatia é quando sua tia pergunta se você pode ir no mercado para ela e você responde Sim pa Tia! (outra piada desnecessária). Ou quando você está encalhado e para arrumar um namorado(a) você faz uma SIMPATIA (Por hoje, já deu!).
Agora falando sério, embora a palavra simpatia tenha um significado completamente diferente que se tem hoje em dia , o sentido que Hume a utiliza é muito parecido com que nós temos hoje para a palavra EMPATIA. Propriamente a palavra empatia só vai ser criada no século XIX  para resolver algumas questões dentro da psicologia.
Quando Hume utiliza a palavra simpatia ou empatia nos dias atuais, ela tem a descrição de dizer como eu me sinto com o outro. Empatia não é sentir nesse sentido o que o outro sente, sentir o que o outro sente seria impeditivo.
Exemplo: Se eu sou um médico e chega uma pessoa e essa pessoa está com um ferimento muito grave e eu sinto o que a pessoa está sentindo como é que eu atendo essa pessoa? Como o psiquiatra atende alguém que está sentindo exatamente a mesma coisa? Empatia não é isso , empatia é a capacidade de sentir com o outro, reconhecer que esse outro tem uma dor, tem uma felicidade , tem um estado mental qualquer e ser capaz de compartilhar com esse outro em alguns momentos ficar feliz com ele em outros momentos ficar emocionado com ele, embora não seja a mesma sensação.
A empatia ela é muito significativa do ponto de vista social, porque ela é a força pela qual eu reconheço a necessidade de alguém , dificilmente eu tenho condição de entender só utilizando minha razão, a minha racionalidade na capacidade de sentir o que o outro está sentindo , então, se vamos por exemplo pensar em uma criança que está sofrendo em um país distante, e eu falo que essa criança está com fome que ela está com dor , isso é uma coisa que sua razão acessa , outra coisa completamente diferente quando eu tenho o acesso a está criança e tenho oportunidade de olhar nos olhos dela e eu consigo perceber que ela está com fome e está sentido dor , quanto eu sinto isso a reação natural e biológica que está inserida em nós , ela nós indica a uma ação. 
Racionalmente não pensamos só na sensação, porque é muito diferente de olhar no olho de alguém.
Toda vez que passamos por uma dificuldade ética com outra pessoa, ela se reflete na dificuldade de posicionar os argumentos:  Eu discordo daquela religião ou do lado político, por causa de tais e tais princípios racionais, mas quando eu conheço a pessoa e olho nos olhos dela e percebo que ela está sentido felicidade ou dor , eu tenho outra relação com aquele individuo, nós temos portanto, uma relação com uma pessoa aquele que está sentido, portanto todas as vezes que nós temos uma dificuldade eventualmente argumentativa , o ideal seria que sejamos capazes de reconhecer não argumentos, mas pessoas que estão pensando alguma coisa.
Nesse sentido, a racionalidade ela não é o primeiro princípio , ela é o princípio que ajuda os sentimentos, mas como já disse, ele não é o primeiro princípio que nós usamos para discernir o outro.
David Hume tem uma frase forte , mas também clássica na história da filosofia que diz assim: " A razão deve ser escrava das paixões"(eu discordo, mas isso não vem ao caso).
Os nossos sentimentos eles têm uma preponderância em nós que frequentemente não percebemos e não damos o valor necessário e a empatia é nesse sentido o sentimento mais fundamental para o reconhecimento do outro. 
Isso não quer dizer que a empatia é sempre boa , essa capacidade natural de reconhecer o outro ela pode me fazer a "empatizar" com esse outro a partir de sensações que não são boas, sensações que pode ser intolerantes ( espero que você está lendo pegue a referência) nesse caso a razão ela deve ser utilizada para mediar com os sentimentos , não é uma questão de controle , mas , uma questão de mediação para verificar que sentido tem esse sentimento que eu tenho e se ele é ou não justificado publicamente .
Mas, ao mesmo tempo sem a empatia também não soou capaz de reconhecer a dor ou a felicidade de alguém , então eu preciso  desse sentimento muito fundamental , mas ao mesmo tempo eu preciso de uma capacidade de mediar isso e quem fará esse papel é a razão publicamente construída dentro de uma sociedade específica , mas não é possível pensar na sociedade pensar uma ética que não inclua a capacidade de reconhece o outro.
No ponto de vista da questão da intolerância religiosa por exemplo, o primeiro ponto que devemos está atentos em relação a isso é que para entender o outro eu preciso ser capaz de olhar para ele e quem vai me permitir isso é um sentimento perfeitamente natural que é a empatia , mas ao mesmo tempo para não ser intolerante com alguém eu preciso dessa empatia para reconhecer a dor e a felicidade dele, mas eu preciso de alguma maneira dessa razão está atuando para fazer a mediação as sensações.
                
(Sousa,Adriano Soares de)
Referência bibliográfica: INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO, David hume, Editora UNESP,2004.
TRATADO DA NATUREZA HUMANA,David Hume, Editora UNESP,2001.
Imagens: Tiradas da internet.                                

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