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IMATURIDADE POLÍTICA BASEADA NAS PAIXÕES

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Comigo vai tudo bem graças ao bom Deus!
E aqui estamos mais uma vez  para filosofar  e analisar fatos que estão ocorrendo no nosso dia a dia.
Bem, acredito que mais do que nunca o mundo está dividido, como já disse aqui  algum tempo atrás , em pleno século XXI onde nossos antepassados imaginavam um mundo mais unido e com diálogo aberto, nós estamos cada vez mais fazendo ao contrário, formando guetos e reforçando nossas ideologias e no nosso Brasil isso está cada vez mais latente.
Acredito que isso esteja acontecendo devido que no século passado(XX) , não houve investimento em formação humana, em pensamento crítico, ou formação política, mas em técnica, por medo de uma consciência crítica que pudesse levar países capitalistas ao comunismo, e países comunistas de volta ao capitalismo.
Em síntese, os ganhos estruturais que a tecnologia permitiu e continua permitindo não vieram acompanhados de um desenvolvimento humano; a civilização ganhou em técnica, em tecnologia, mas retrocedeu com relação ao humano.
Sendo assim, na hora de fazermos opções fazemos através das paixões, mas o que é paixão no conceito filosófico?
A etimologia da palavra paixão vem do grego pathos, que significa enfermidade , passividade, sofrimento e assujeitamento. Em resumo o termo está ligado a padecer , pois o que é passivo de um acontecimento padece deste mesmo. Assim sendo, não existe pathos se não mobilidade, na imperfeição.
Podemos ter paixão pelas pessoas, pelo time de coração e por religião, e quando estamos movido por paixões, não vemos erros, nosso time pode está jogando mal ou o padre pode ser acusado de pedofilia ou o pastor pode se acusado de desviar recuso da igreja, nós sempre estaremos ali, apaixonados. E isso o que está acontecendo com o nosso país no ramo da política e da gestão do mesmo, quando se entra em debate, nós cheio de paixões amesquinhamos o debate e nos sustentamos na negação do outro. Acredito que um bom debate seria aquele que na urgência do tempo favoreça a todos, explico: Ao invés do lado esquerdo discutir o viés da igualdade das minorias(por mais justas que seja), discutir salário, renda, aposentadoria, moradia, saúde pública e segurança.
Do lado da direita ao invés de discutir costumes que colidem com a crescente sociedade pentecostal evangélica e dos movimentos carismáticos da igreja católica, que volta e meia discutem questões morais que são conservadoras no nível máximo, colocar esse povo para discutir emprego, salário, previdência, saúde, segurança, transporte e moradia.
Isso na maioria das vezes é feito aquele formato antigo em que percebendo uma marquetagem das necessidades populares, monta-se discursos em que você identifica o problema de uma forma uma rasa e superficial e encima disso afirma uma promessa mentirosa e praticável de que se fulano chegar ao poder vai resolver.
Pelo contrário tem que fazer um esforço e essa é a parte mais difícil e tem que fazer um esforço de construir uma vanguarda entre os jovens , estudantes e intelectuais para ajudar as pessoas a dominar o por quê, o como, o quando e o quanto vai custar para resolver os nossos problemas . Penso que se conseguimos dar o método , estaremos fazendo aquilo que o sábio guerreiro faz : Escolher o campo da batalha e as armas da batalha, sabendo guerrear ninguém sairia morto da guerra.
Porém, o que se vê é um monte de gente convertido em paixões, para se ter uma ideia, as mesmas pessoas que riam e criticavam a Dilma pelas as asneiras que ela falava, do tipo "estocar vento" "Estou saudando a mandioca" , hoje defende o Bolsonaro, quando ele faz apologia ao turismo sexual no Brasil, As mesmas pessoas que encheram as redes sociais de protesto quando o governo Dilma começou a mexer na previdência, são as mesmas que hoje defende a mesma reforma do governo Bolsonaro.
E quando alguns grupos se uni; falta noção, vejamos isso em 2013, quando tivemos milhões de pessoas na rua movidas por esta capacidade de articulação da rede,a capacidade de produzir encontros antes inéditos e acessar o campo de força. Mas não fomos capazes de utilizar estes encontros, as forças ali acionadas para transformar a realidade, porque da conexão e da produção de informação sobrou a indignação, mas faltou conhecimento,faltou saber . Faltou ter para onde ir, para que direções apontar. Saber é criar, mas ainda somos passivos demais. De volta, para casa, todos felizes dizendo "foi lindo!" 
Mas o espaço aberto pelos milhões de pessoas nas ruas, este espaço que aos poucos foi sendo deixado vazio se tornou o espaço de ninguém. O Brasil se tornou uma terra de ninguém: ninguém distingue o que acontece, ninguém é capaz de guiar, ninguém é capaz de conter a sangria derramada. Todos os dias retrocedemos em questões já vencidas. Nas manifestações de 2018, com a greve dos caminhoneiros , os mesmos pedem o retorno da intervenção militar. 
Mudar a realidade presencial é um pouco mais difícil do que somente se indignar. Não basta ir para rua, gritar, apontar o problema, denunciar; não tem um menu com botões onde clicar; para interferir na realidade é preciso propor, o que não exige pré-requisitos, mas exige tempo, empenho, disciplina, paciência, insistência. Exige saber ouvir. Exige ceder. Exige saber fazer acordos. E isso é o que de fato não sabemos, pois preferimos se mover pelas paixões.  
(Sousa,Adriano Soares de)
Referência bibliográfica: NIETZSCHE HOJE, Viviane Mosé, Editora vozes. O BANQUETE,Platão . Editora LePM Pocket. FÉDON ,Platão,Editora Martin Claret.
Imagens: Imagens da internet.                            

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