HUMANISMO E PSICANÁLISE EM FREUD

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças ao Bom Deus! Sem muita delonga vamos da sequência na série antropológica com ele que é considerado o pai da psicanálise Sigmund Freud.
Freud não foi um filósofo e nem pretendia sê-lo, com formação em medicina e especialista em neurologia, seu gênio clinico associado a audácia teórica o levou a fundação da psicanálise. Autor de obra extensa e complexa, porém escrita em estilo claro e fluente pode ver em vida a difusão de suas ideias, por sua influência em diversos movimentos sociais e científico: psicologia,psiquiatria, antropologia e literatura entre outros, pode ser considerável sem dúvida um pensador importante, mas como tudo começou?
Ainda jovem e novo na profissão de médico ele se depara com vários tipos de sintomas que, se manisfestando no corpo aparentemente não tinham causas orgânicas como por exemplo pertubações visuais,paralisações, convulsões e muitas outras, percebendo isso ele propôs a  hipótese que isso acontecera devido a manifestações de acontecimentos traumáticos ocorridas na história do sujeito que não puderam ser elaborados, não são acordados conscientemente, mas continuam atuantes.
Se esses sintomas não se originam do corpo e nem das vivências das recordações conscientes,logo eles provém de outro lugar, e este lugar situado fora da consciência é justamente o inconsciente. O inconsciente não é subconsciente algo simplesmente abaixo do linear da consciência ,mas é um conjunto de processos dinâmicos recalcados que interferem no corpo, na vida psíquica e no comportamento e não podem ser controlados pelo eu de modo voluntário e racional .
Assim, por exemplo somos tomados por afetos como o ciúme, a tristeza, o medo entre outros, que não queremos sentir e não conseguimos sufocar. Freud associou inconsciente a sexualidade e isso acabou provocando muitos equívocos, mas não se deve esquecer porém , que Freud está se referindo sobre tudo a sexualidade infantil,isto é, a trama de relações afetivas que envolve a criança desamparada  e dependente no interior da família, relações tão intensas e constitutivas da subjetividade humana que continuam marcando todo o desenvolvimento posterior da vida humana.
Assim, na sua primeira teoria do inconsciente Freud estabeleceu um conflito estrutural entre dois campos, de um lado estaria o eu consciente intencional, capaz de percepção, memória e racionalidade e que dirigi boa parte de nossas relações sociais, do outro lado o inconsciente com seus traços arcaicos com memórias e quantidades afetivas infantis e seus mecanismos independentes do controle egoico. Posteriormente Freud radicalizou sua teoria , antes eram dois campos em conflito, mas o eu estava relativamente preservado na sua autonomia, depois observando o que chamamos de fenômenos narcísicos ele concluiu que o eu também estava solapado pelos processos do inconsciente ou como expressou na sua celebre proposição: "O eu também não é senhor em sua própria casa(Freud.p17)" . 
Mas afinal , o que isso tudo tem haver com o humanismo? O pensamento moderno foi aos poucos forjando a ideia do ser humano como sujeito consciente , autônomo, transparente para si mesmo e capaz de dirigir sua vida por meios de atos de vontade racionalmente fundados, se pudermos designar tal concepção como humanismo moderno então, por tudo que foi dito antes Freud pode ser considerado como um adversário do humanismo, podemos dizer um anti-humanista mas, essa avaliação deve ser contraposta a duas considerações: A primeira de caráter filosófico que consiste em lembrar que a filosofia clássica, grega, helenística e romana quanto a filosofia cristã insistiram em destituir as pretensões excessivas do ser humano e mostrar as limitações e as fragilidades de sua vida.
Esse seria o caminho da grande tradição humanista ,nesse sentido, podemos encontrar pontos de contato entre a psicanálise e o humanismo. Já a segunda consideração de caráter prático, consiste em recorda que a psicanálise nasceu da escuta do sofrimento psíquico dos indivíduos, os seres humanos não são deuses , padecem de sua própria humanidade e a psicanálise se esforça com maior ou menor sucesso em acolher sua dor de existir. 
Aqui também podemos encontrar significativas convergências entre a psicanálise e a grande tradição humanista .
(Sousa,Adriano Soares de)
Referência Bibliográfica: O MAL ESTAR DA CIVILIZAÇÃO, Freud, Sigmund, Editora Companhia das Letras.
Imagens: Tiradas da internet                                        

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