O HUMANISMO (DRAMATÚRGICO) LATINO

 Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Eu vou bem graças ao meu Bom Deus.
Estou escrevendo esse texto em plena Sexta-feira a noite, eu poderia está na balada? Poderia! Eu poderia está no cinema? Poderia! Mas, não!!!! Eu estou aqui para levar para você que está lendo este texto um pouco de conhecimento e um pouco de cultura, e esse já é o quinto texto da série Humanismo e espero que você que está acompanhando desde o primeiro esteja gostando.
Dando sequência hoje falaremos do humanismo latino ou Romano como você preferir e iremos ver o quanto as artes cênicas foram significativas para difundir essa forma antropológica de ver o mundo.
A dramaturgia romana antiga nos fornece talvez, os primeiros registros escritos do termo "humanitas" (humanidade) que em tempos posteriores algumas décadas a partir do século primeiro antes de Cristo com os filósofos Marco Antônio e Cicero, serão levadas para o âmbito filosófico e ganharam um contexto muito maior que poderíamos chamar de  humanismo romano ou humanismo latino antigo por diferença depois daquilo que fará ou melhor farão os autores cristãos também de língua latina.
 No universo da dramaturgia daremos destaque a dois grandes nomes: O primeiro  tem o nome de Plauto, que foi um dramaturgo que compôs diversas comédias e outras peças próprias para o teatro antigo, e na peça chamada Mercator ( O Mercador) nós encontramos uma frase que imagino que seja do conhecimento de muitos que é a seguinte: "É humano amar, mas é igualmente humano perdoar"(Plauto,p. 57) . O interesse aqui é de perceber que o uso das palavra humano já se coloca naquela universalidade que o mundo romano esperava consolidar , ou seja, diante de uma pluralidade de comunidades locais com étnicas distintas, os romanos apesar de se sentirem superiores na sua visão civilizatória do mundo  e de considerarem os povos seus inimigos como bárbaros , já tentavam de algum modo negociar uma certa igualdade entre as diversas comunidades que ele abrangia e nesse sentido chamar de humano o ato do amor e também o ato do perdão em latim esse perdão poderia ser entendido como esquecer ou desconsiderar ou ainda passar por cima , têm a haver com esse esforço humano de superar barreiras de oposição , barreiras de alteridades e "barreiras" de cima e "barreiras" de baixo (essa vai entender só quem mora em Belo Horizonte e Região) e tenta construir mecanismos de proximidade  entre essas populações .
 Também encontramos referência de" humanitas" na obra do dramaturgo  Terêncio que viveu entre 166-160 a.C , nas suas peças a palavra humano e humanitas ocorre diversas vezes , mas gostaria de chamar a atenção para aquela que talvez é a sua frase mais conhecida: "Sou homem e tudo que é humano não considero estranho". Se fossemos propor uma tradução mais atual para essa frase que conhecemos em latim como : 'Homo sum; humani nihil a me alienum puto". Ficaria assim: "Sou homem é me interesso por tudo o que é humano ". (obrigado Conêgo Monsenhor Terra por ter me ensinado Latim) . Mais uma vez se reforça e se amplia essa compreensão terenciana a igualdade ou pelo menos a tentativa de equalizar as diferença entre os indivíduos dentro da própria perspectiva do império romano com seu universalismo , então , aquilo que é atribuído a outros povos a depender obviamente do estatuto da civilização , o romano da época de Terêncio já poderia imaginar que isso é de algum modo parte da sua própria cultura , se houver obviamente o intercâmbio  daquilo que para ele significava "humanitas" entre outras coisas, uma forma de conhecer e de viver a vida de acordo com os pressupostos da civilidade romana baseada na lei, na reflexão filosófica na capacidade teatral de aprender e de compartilhar o mesmo universo de cultura.
(Sousa, Adriano Soares de)
Referência bibliográfica:  O MERCADOR, Plauto, traduzido do latim para o Português : Aires Pereira Couto. Ed. Universidade de Coimbra, 2017.
HISTÓRIA DA FILOSOFIA, Giovanni Reale, volume 1, Editora Paulus.
Imagens: Tiradas da Internet              

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