HUMANISMO E EXISTENCIALISMO EM KIERKEGAARD

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Comigo vai bem graças ao Bom Deus! E mais uma vez estamos aqui para a terceira parte da série humanismo e espero que você esteja gostando. Hoje vamos entender um pouco do jeito existencialista de ver o humano e chamo para conversa esse filósofo dinamarquês que tem um nome difícil de escrever, Soren Kierkegaard (para motivo de curiosidade no alfabeto dinamarquês o do Soren seria ø que tem o som de ö como no alemão).
Antes de começar, acho necessário dizer que a palavra humanismo possuem multiplicas significações e larga história no desdobramento das diversas épocas da civilização ocidental. Podemos falar de humanismo greco-latino, renascentista e moderno, na verdade a filosofia sempre esteve intimamente vinculada ao humanismo no seu sentido amplo, pois como viram Platão e Aristóteles, o desejo de filosofar brota da admiração da perplexidade do homem diante do espetáculo do mundo, ou seja nasce da consciência humana de sua diferença e separação em relação a totalidade das coisas.
Por isso, como vem sendo enfatizado por estudiosos  contemporâneos a filosofia possui um sentido eminentemente prático, pois pretende ser uma espécie de cura um remédio sapiencial para tratar a dor de viver. Na época moderna as transformações sociais e culturais e como a ruptura da unidade doutrinária e institucional da cristandade e o impacto produzido pela revolução científica do século XVII, com a crescente afirmação da física e matemática para modelo de todo conhecimento, o pensamento filosófico voltou-se para as discussões epistemológicas a cerca da fundamentação e justificação do conhecimento e para as discussões políticas suscitada pela gênesis da sociedade a partir dos indivíduos empíricos tomados como atos sociais.
O interesse tradicional da filosofia como forma de sabedoria e cuidado de si ficou obscurecido. Em meados do século XIX  após a morte de Hegel e com o declínio dos grandes sistemas racionais, ressurgi condições para o reaparecimento do interesse pela condição humana concreta para enfrentamento de temas como o sofrimento e a morte a angustia e a solidão a necessidade de escolher alguma direção para a vida mesmo sendo sem nenhuma garantia racional. 
O filósofo dinamarquês Kierkegaard foi quem soube apreender e expressar dramaticamente tais interrogações. Para ele o ser humano não era primariamente um animal racional, não possuía uma natureza  ou existência previa a definir e a determinar sua vida ao contrário, o que caracterizava o humano e o diferenciava de todas as outras coisas de todos os outros animais era justamente ser uma existência,isto é, cada indivíduo na sua singularidade e vivendo em uma situação contingente deveria escolher o sentido de sua vida. Sem apoio de uma doutrina ou de um sistema racional cada indivíduo como existente deveria lançar-se no risco de uma escolha que ponha em jogo teu próprio ser . Ser homem(no sentido humano) pensava Kierkegaard , não é possuir uma natureza humana prévia e universal , mas antes assumir sua incompletude para se projetar-se livremente no tempo e realizar-se como existência dotada de sentido, por isso Sartre bem mais tarde porém, na trilha aberta por Kierkegaard , afirmara que no homem a existência precede a essência. 
Como Kierkegaard vivia em um país a margem das grandes nações europeias como a Alemanha, França e a Inglaterra , o seu pensamente foi muito lentamente foi se difundindo e assimilado, no entanto, com o ciclo de catástrofe acontecidas no século XX iniciada com a grande eclosão da primeira guerra mundial o seus escritos alcançaram uma enorme influência e marcaram pensadores como Karl Jaspers, Martin Heidegger e Jean Paul-Sartre,todos eles se distanciam do humanismo calcado na concepção de uma essência humana, como a celebre definição do homem como um ser racional para adotar em um tipo existencial de humanismo  aquele que compreende o homem não como algo, mas como uma liberdade; como ser lançado  no espaço do mundo e no tempo da história.
(Sousa,Adriano Soares de)
Referência bibliográfica: DICIONÁRIO UNIVERSITÁRIO DOS FILÓSOFOS, Noella Barraquin e Jaqueline Laffitte Ed Martins Fontes .
DICIONÁRIO DA FILOSOFIA, Nicolas Abbagnano,Ed. Martins Fontes. 
O DESESPERO HUMANO, Soren Kierkegaad, Ed. Unesp.
Imagens: Tiradas da Internet.                                    
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