O HUMANISMO EM KARL MARX

Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Comigo está tudo bem graças Ao Bom Deus! Vocês deve ter estranhado que esse final de semana não teve texto, pois bem , eu explico: Fui desafiado a postar textos todos os dias durante essa semana, pois bem, eis-me aqui com essa tarefa difícil; minha ideia é que durante essa semana falássemos sobre a questão antropológica da filosofia e seus diferentes pontos de vista e o primeiro será um dos que está mais em evidência na atualidade que é karl Marx.
Podemos começar da afirmação que os conceitos de produção e trabalho sustentam essa concepção .
Além disso, o problema moderno da realização da liberdade é claramente o horizonte filosófico desse grande autor. No livro A Economia Como Sistema da Representação Em Karl Marx  escrito pelo professor Édil Guedes, ele se propõe apresentar o pensamento de Marx tratando a questão do seguinte modo: Se a ética como disciplina filosófica tem como problema fundamental a afirmação do espaço da liberdade sobre o domínio da necessidade, poderia também dizer-se a auto determinação da práxis , este também constitui o motivo central do percurso intelectual de Marx .
Contudo, em Aristóteles a ética havia se transformado pela primeira vez em um saber autônomo, em Marx ela se transforma em uma crítica dialética histórica do desenvolvimento social humano, sobre tudo na obra  mais madura de Marx o ethos a morada aonde o ser humano afirma ativa e dialeticamente a sua liberdade são relações sociais que medeiam e informam a produção de sua vida material. Mas essas nunca serão somente isso porque para Marx todo modo de produção de vida material, toda a economia é sempre mais do que a reprodução da existência física dos indivíduos; é sempre modo do ser humano expressar sua vida, de um ser humano exteriorizar sua vida.
Embora a produção da vida material sempre se impõe como necessidade primeira e inalienável da vida humana, ela sempre será também uma configuração significativa da vivência e da sociabilidade humanas. Em outras palavras a produção da vida material apresenta-se para o ser humano como ele a representa, ou seja, como ele a torna presente para si como realidade humana. 
O ser humano ao responder a questão essencial sobre como viver materialmente o que lhe não está dado, só pode fazê-lo humanamente conforme os seus modos e os seus fins o que também não está dado. 
Se o animal é sua vida e ela coincide com sua natureza, o ser humano tem que de dar-se a sua própria existência , tem que produzi-la e a sua vida será aquela que ele próprio engendra (gastei agora). Responder à questão sobre como viver materialmente já é sempre também para Marx, responder à questão ética fundamental muito mais abrangente sobre como devemos viver. No livro citado acima foi defendida a tese de que mesmo a forma de reivindicação mais incisiva e envolvente da vida social que para Marx é a relação capital, só pode compreender como modo singular pelo qual a realidade social humana se articula e ser informa também no plano da representação e da linguagem. Nos deixemos desenvolvimento deste importante tema para uma outra conversa, cabe agora a luz do que já podemos dizer, refletirmos um pouco sobre os sentidos do trabalho  como um movimento fundamental da existência humana no pensamento de Karl Marx .
O que é o trabalho? O trabalho é um processo entre o ser humano e a natureza, um processo em que o ser humano por meio da sua ação medeia, regula e controla o seu metabolismo com a natureza para usarmos na expressão de Marx . O homem se vale de suas forças para se apropriar da natureza de modos que sejam úteis ou pertinentes à sua vida , ao transformar a natureza exterior acaba por transformar por si próprio e a sua realidade(já havia dado esse conceito no texto Filosofando a uberização do trabalho se você ainda não leu acabando aqui clique no menu principal e leia).
O trabalho assim compreendido, é atividade exclusivamente humana é a imaginação que se torna a atividade, é a vontade a um fim. O trabalho é muito mais que uma atividade destinada a gerar valores de uso , o trabalho para Marx é uma atividade cujo  o fim último é o próprio ser humano, nesse sentido podemos dizer que o trabalho é auto-atividade ou auto-expressividade do ser humano.
Este produz mais verdadeiramente quanto mais liberto estiver do imperativo da carência e quando produz de modo universal e reproduz toda a natureza. O trabalho totalmente livre como por exemplo compor uma música é a coisa mais desgraçadamente séria deste mundo o esforço mais intenso que pode haver. O trabalho é assim pra Marx  a atividade doadora de formas formativa demiúrgicas no sentido de criar um mundo humano de constituir uma realidade para ele, uma realidade propriamente humana.
Para encerramos essa pequena palavra sob a concepção do marxiana do ser humano citarei aqui uma pequena passagem de O Capital se elucida de uma maneira que me parece muito boa:
. " O reino da liberdade só começa de fato onde cessa o trabalho determinado pela necessidade e pela adequação a finalidades externas ,portanto, pela própria natureza em questão isso transcende a esfera da produção material propriamente dita . A liberdade só pode consistir em que o homem social , os produtores associados regulem racionalmente esse metabolismo com a natureza , trazendo para seu controle comunitário. Em vez de ser dominados por ele como se fora por uma força cega que o façam com o mínimo emprego de forças e sob as condições mais dignas e adequadas a sua natureza humana,mas este sempre continua a ser um reino da necessidade, além dele é que começa o desenvolvimento das forças humanas considerado como um fim em si mesmo;o verdeiro reino da liberdade, mas que só pode nascer florescer sobre aquele reino da necessidade como sua base."(MARX,174)

Por fim, eu gostaria de considerar que me parece uma tarefa que se impõe ao intelectual contemporâneo a ver-se com a grandeza e os limites de um pensamento que projeta como nenhum outro a auto-realização plena da humanidade como uma espécie de transcendência imanente da condição humana  na e pela práxis histórica, sendo este um horizonte muito representativo do antropocentrismo moderno.
(Sousa,Adriano Soares de)

Referências Bibliográficas: O CAPITAL, Marx Karl, Editora Veneta.
A ECONOMIA COMO SISTEMA DA REPRESENTAÇÃO EM KARL MARX , GUEDES Édil, Editora Unisinos.
Fotos: Imagens da internet. 
                                  

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