BERGSON PARTE 1: A REFLEXÃO SOBRE O TEMPO

Olá pensadores!Tudo bem com vocês? Comigo está tudo bem graças ao Bom Deus! A partir de hoje iremos dar início a mais uma série desse blog, serão três textos explanando um pouco do pensamento do filósofo Henri Bergson e explico o por que.
Estou escrevendo um artigo sobre a questão de Deus nesse autor, fiquei angustiado por não citar todo o pensamento dele no artigo,logo me ocorreu a ideia de escrever ver essa série na qual trago até vocês um pouco da filosofia desse grande pensador.
  Bergson foi um filósofo que reinaugurou uma reflexão sobre o tempo. O tempo apesar de ser justamente a coisa mais significativa que existe é aquilo que nós menos pensamos, portanto, as "filosofias" e as religiões, elas preferem sempre pensar na eternidade do que pensar em tempo transitório no tempo finito, sendo assim Bergson nos adverte de uma coisa muito óbvia que no entanto, nós nos esquecemos: o tempo passa! e essa passagem do tempo nos afeta; nós somos criaturas que vivemos para desaparecer.
   Mas, não somos só nós que estamos condenados a desaparecer, tudo o que está nesse mundo está subordinado ao tempo, tudo que existe, existe para desaparecer, logo, existe um processo de nascimento, vida e morte, portanto é um processo de perecimento.
  Tudo aquilo que muda, muda em função do seu desaparecimento, a vida não é eterna; ela tem começo, meio e fim e portanto tudo que vive está sujeito a esse processo inclusive você que está lendo esse texto e eu que estou escrevendo-o . A ideia de processo é a mais significativa provavelmente do Bergson porque o tempo é um processo , quando você diz que vive no tempo ou temporalidade, viveu um passado, vive um presente e viverá um futuro ; essa articulação significa que você não é nada fixo, você é um processo de existir , um processo que nunca vai ficar pronto, apesar que tudo o que existe vem a desaparecer como enfatizei linhas acima, a realidade em quanto tal no seu todo ela é sempre é um processo tal qual como a evolução; aquilo que desaparece dá lugar a novas coisas , um modo de vida da lugar a outro ,ou seja, a realidade é constituída por transformações e esse movimento é justamente aquilo que o tempo tem de mais característico e nesse sentido ele se opõe a maioria das filosofias tradicionais em que escamoteável (que consegue se esconder[gastei agora]), porque o tempo é um fator de insegurança e de angústia. 
     Quando você vive achando que no final de tudo  está a morte, e o ser humano não gosta de pensar nisso ,pois, não é nada cômodo, pensar que você vive para morrer ,então esse movimento que vai do nascimento até a morte foi o que o Bergson tentou resgatar justamente a partir da refutação dessa pseudo-segurança que a filosofia tradicional dava ao homem.
  O universo é um processo sem fim ,e pode ser que seja eterno esse processo , mas nunca ele se consolidará e o que há de mais característico é a nossa consciência , ou seja nunca paramos de pensar; os nosso estados de consciência vão se sucedendo uns aos outros e isso que dá para o nosso filósofo um modelo da realidade como um todo. Esse fluxo perpétuo de transformação em que as coisas vão aparecendo são menos significativas do que as transformações que ela sofrem, porque o processo que as engendras ( dar existência) e que as faz desaparecer .
  Bergson acredita que isso é justamente o processo de vida. Vida não é uma coisa eterna , vida é esse processo de existir que inclui portanto essa aparente crueldade que Deus e a natureza fazem conosco : nascemos, mas também morremos ,agora, a vida não, a vida está nunca morre desde que ela surgiu ela está destinada a ser um processo contínuo de realidade,logo, que exige realização de si mesmo.
Na próxima semana daremos continuação ao pensamento de Henri Bergson, até mais!
(Sousa,Adriano Soares de)
Referência bibliográfica:  BERGSON,Henri, A evolução criadora. Editora UNESP,2010.
Imagens : tiradas da internet.                           

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