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HENRI BERGSON PARTE3: DURAÇÃO E INTUIÇÃO

  Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Eu vou bem graças ao bom Deus. Vocês devem está achando que deixei o blog jogado as traças, bem, não  que deixei ele de lado, mas tinha que cumprir com as minhas responsabilidade imediatas, logo o blog ficou para o segundo plano. 
Mas, fiquem tranquilo está chegando as férias e minha dedicação a essa plataforma voltará a ter um foco maior.
   Continuaremos Dando sequência e finalizando a série do pensamento de Henri Bergson, espero que vocês gostem.
   Para Bergson o tempo não está constituído daqueles segmentos que nos já habituamos a verificar quando entendemos que o tempo é aquele tempo do relógio, na verdade não é assim ele é absolutamente contínuo e na nossa consciência como ela vive esse tempo contínuo ela também é contínua , portanto,não é correto dizer como se dizia no tempo do Bergson que do nosso estado de consciência são bem delimitados, separados entre si , enfim , a consciência ela é tratada como se fosse tábua dividida espacialmente.
   Quando eu digo que as coisas duram, significa que elas atravessam o tempo sem esses limites, sem essa delimitação e portanto, artificial essa maneira de nós entendermos que a nossa consciência, nossa maneira de pensar de sentir e de viver, ou seja o fluxo da nossa consciência estaria feito por segmentos de instantes e momentos bem separados uns dos outros e com fronteiras bem nítidas, isso não é verdadeiro.
   É  difícil separarmos uma coisa da outra e quando estamos sob o domínio de fortes emoções , nós mesmos fazemos experiência dessa dificuldade de saber  até onde pensamos uma coisa e logo começamos a pensar em outra ; a nossa consciência não obedece a esses padrões que são muito úteis a nossa prática e mesmo na nossa ciência e muito apegada a mensuração das coisas.
   Olhando no ponto de vista de que a vida , ou seja, a dimensão do que nós vivemos, a nossa existência mas concreta, isso não acontece ,pelo contrário o que Bergson chama de duração que é essa sequência ininterrupta de momentos. A vida é essa sequência continuidade absoluta de momentos diferenciados, mas que nunca se interrompem e portanto, nós estamos vivendo uma continuidade : as nossas emoções, nossos sentimentos, os separamos por uma questão prática e também a comodidade da psicologia e a nossa própria comunidade e lidar com essas coisas não fáceis de entender porque o conhecimento ao qual nós habitualmente o conhecemos não está talhado para esse tipo de continuidade, desse tipo de vitalidade para esse ritmo continuo da nossa existência , esse, está mais afeiçoado há um ritmo descontinuo das coisas.
  Sendo assim, o Bergson entende que para compreendermos essa realidade que é fundamental, nós devemos apelar para intuição ao contrário de um pensamento lógico , ou seja, em um ritmo muito diferenciado e dificilmente segmentado e é assim que nós mesmo percebemos a nossa interioridade , quando nós nos voltamos para ela preconceitos , logo, quando vivemos o amor o ódio esses sentimentos íntimos , percebemos que não os compreendemos bem ,nem para nós e muito menos para os outros, nisso consiste a intuição uma apreensão direta das coisas daquilo que nós somos ,dessa realidade principalmente da nossa consciência , então, podemos dizer que a intuição é um tipo de conhecimento, podemos acrescentar que ele nos fornece um conhecimento , mas que trata-se de uma apreensão completamente distinta daquela que o conhecimento objetivo, proporciona.
   A grande novidade do ponto de vista do conhecimento foi essa; o Bergson nos alertou do fato de que a intuição aparece queiramos ou não, em determinados momentos da nossa vida e através dela que nós aprendemos nossa duração psicológica , esse conhecimento íntimo que cada um tem de si a apreensão mais direta que o ser humano pode ter de alguma coisa com a qual ele vai coincidir; então, por mais difícil que seja compreender como isso se passa e o próprio Bergson tem essa dificuldade de explicar como isso se dá nós temos exemplo de que isso acontece no caso da arte e da mistica religiosa são justamente esses contatos diretos com a realidade que me faz transcender , é isso então que me faz produzir uma obra e entender o que seja o Divino, isso contribui para uma função de entender melhor a nós mesmos , que dizer, o meio mais apropriado para que nós pudéssemos tomar consciência de nós mesmos e das coisas que estão mais próximas de nós.
(Sousa,Adriano Soares de)
Referência bibliográfica : "Correspondance inédite Bergson–Perry-Gillet" in WORMS, F. (éd.) Annales
bergsoniennes IV – L'évolution créatrice 1907-2007: épistemologie et métaphysique.
Paris, PUF, 2008
Imagens: Tiradas da internet        
                   

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