RELAÇÕES AMOROSAS DÃO MUITO TRABALHO!

  Olá pensadores! Tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças Ao Bom Deus! E começamos o mês de fevereiro e com ele começa também os trabalhos, que possamos ter força para aguentar os desafios  que nos esperam. Mas, hoje quero falar de um tema que já tem um bom tempo que não falo: o amor em nosso dia a dia, nossas relações amorosas e espero que nessas linhas eu consiga fazer você refletir.
    Já tem um tempo, que ajudo no encontro de noivos aqui da minha paróquia, e depois de alguns anos de união vejo a mesma reclamação de boa parte dos casais: "Adriano, casar dá muito trabalho"!E me colocando no lugar desses casais e tendo meu relacionamento como base, vou tentar responder tamanha exclamação: Por quê amar dá tanto trabalho?
     Amar é uma "tarefa " complicada do nosso dia a dia e mas, ao mesmo tempo, é as melhores coisas que essa sociedade já "inventou", mas sendo repetitivo e redundante amar dá trabalho porque significa construir vínculos, construir relações e isso  demanda tempo , e tempo é o que nós menos temos no mundo atual, por isso quando amamos alguém, muitas vezes nós temos que tornar esse amor uma escolha acima das outras , pois, isso significa, colocar nosso tempo a disposição,energia, vontade de está nessa relação. 
     Isso implica também, que quando escolhemos uma coisa, obviamente não escolheremos outras; e vejo nas palestras que dou e também em sala de aula, percebo uma certa dificuldade até na hora de falar -"Essa(e) aqui é minha namorada(o) -"Essa(e) aqui é minha esposa(o) , e concluo que uma sociedade líquida como a nossa, nós não temos muito tempo para construir vínculos do jeito que eles merecem ser construídos e isso significa que não estamos preparados para encarar todas as situações e as separações assim como os grandes momentos de alegria e júbilo que o amor tem.
    Nós não podemos confundir algo que é muito comum, que é confundir amor com egoísmo: o amor ele têm capacidades e potencialidades que ultrapassam qualquer ideia de posse e controle sobre o outro. Em uma sociedade como a nossa onde nós estamos acostumados a ter coisas do que viver as situações, muitas vezes classificamos o amor como posse, como um desejo que leva a ter o outro, e esse ter o outro não é acompanhado muitas vezes de uma reciprocidade ,porque se tenho alguém na lógica eu serei de alguém e aí construímos algo que é muito maior do que eu, e algo muito maior do que o outro: Construiremos o nós!
(Sousa, Adriano Soares de)
Referência bibliográfica: AMOR LÍQUIDO, BAUMAN Zygmunt, Ed. Zahar. 2010,Rio de Janeiro.
Imagens: Tiradas da internet.                       

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