NICK COULDRY

Olá pensadores tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças ao Bom Deus! Hoje, vamos ver um pensador contemporâneo do nosso tempo ao qual temos muito que aprender com ele.
Chamo para a conversa o Professor Nick Couldry! Ele é Sociólogo de Mídia e Cultura , Comunicação e Teoria Social na London School of Economics (LSE) . E autor de onze livros, entre eles Ethic of Media ,liderou  pesquisas sobre cidadãos e conexões públicas e sobre compartilhamento de história e engajamento comunitário. Nasceu na Inglaterra em 1958 e atualmente está com 62 anos.
Couldry tem um livro que se chama "Como a voz importa", e nesse livro , ele nos mostra que a política contemporânea ela precisa ser pensada em termo da voz que você vai ter em um espaço público. 
O mundo só vai chegar a ter uma verdadeira democracia quando você resolver um problema que na visão dele é um dos principais problemas do cotidiano : A desigualdade na possibilidade da fala de expressão daquilo  que pensam, daquilo que querem e daquilo que elas sentem e daquilo que elas também precisam .
O humano é humano porque ele fala porque ele fala de si, dos outros e sabe contar histórias; quando nós contamos nossa própria história, nós estamos nos posicionando em relação a outras pessoas, nós estamos nos posicionando  dentro de um espaço público. E Couldry mostra que muitas vezes a desigualdade na voz, simplesmente condena grupos, pessoas e até mesmo países a inexistência .
Para ficar claro irei citar um exemplo: porque nós lembramos de Gandhi? Simplesmente pelo fato que Gandhi falou. Ele foi o primeiro a querer a independência da Índia? Certamente que não , mas, ele foi o primeiro que conseguiu um espaço para ter a voz; existem inúmeras vozes que por não aparecerem ou por não serem ouvidas acabam totalmente renegadas a inexistência , elas continuam querendo, precisando, enfim tendo algo a dizer e na visão de Couldry , seria ótimo (e vai ser ótimo) quando pudermos ouvir esse outro, as várias vozes que compõe a polifonia da vida humana. Que prevê não entendimento e muito menos o consenso , mas pelo menos o direito do outro, assim como é seu direito de se tornar alguém no mundo contemporâneo.
(Sousa, Adriano Soares de)

Referências Bibliográficas:Why Voice Matters: Culture and Politics After Neoliberalism ,Nick Couldry, Ed. Sage, 2010, Reino Unido.
Imagens: Tiradas na internet 
                  

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