5 SENTIMENTOS QUE CONFUNDIMOS COM AMOR MAS, NÃO É

Olá pensadores,tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças ao Bom Deus. Hoje daremos fechamento a série de textos cujo o tema é relacionamento e pretendo falar do tema somente no próximo ano, mas dependendo da repercussão posso encurtar o prazo, aliás, penso em montar um blog só com esses temas, mas pensando bem, não consigo manter esse blog, imagina manter mais um?
Bem, como foi dito no título desse texto, hoje falaremos de 5 sentimentos que confundimos com amor, mas o que é de fato o amor? Para conceituar esse sentimento eu teria que abri outra série textos sobre o tema,(fica aí a sugestão) mas superficialmente irei conceituar o amor como aquilo que eu sinto e aquilo que eu faço.
O amor não é um sentimento puro, ele sempre vêm acompanhado de algo, e fique claro que eu estou falando da prática do amor e não do conceito pois este sim é puro, mas nesse balaio de gatos que é o mundo em que vivemos; o amor pode ser a capacidade que temos de beneficiar o outro respeitando-o na sua liberdade, ou seja,  quando você se relaciona com alguém, você está envolvido com o que é de mais livre da pessoa . 
Eu sou um ser livre, o outro é um ser livre e dentro dessa liberdade assumimos um compromisso, nós estamos por opção nos relacionando e porque queremos beneficiar um a vida do outro e claro, receber algo em troca. Só que na prática o  nosso amor vem mesclado de todas as nossas características de personalidade,logo, se uma pessoa é babaca ela vai amar de um jeito babaca pois ser babaca está no jeito de ser dessa pessoa.
Sabendo disso elenquei 5 sentimentos que confundimos com amor mas, não é, e sem perder tempo vamos logo para a primeira.

1) VALIDAÇÃO DA SOCIEDADE

Quem está acompanhando essa série de textos vai lembrar que muitas das vezes os relacionamentos perduram muitas das vezes pela questão social e religiosa pois bem, o primeiro item é sobre isso principalmente se você for mulher, mora em uma cidade interiorana e de tradição religiosa. 
No Brasil, por mais que estamos no século XXI, ainda temos em famílias específicas o patriarcado, logo a mulher nessa família por mais que ela tem sua ascensão, no olhar dos que a rodeiam ela obteve sucesso na vida se obteve um bom casamento.
E se ela  passa dos 27 anos começa as perguntas nos encontros de família: E o casamento?Se ela vai nos encontros de igreja (dessas mais conservadoras) tem as correntes de oração para a moça encontrar o seu "varão". Portanto, como essa mulher que ser aceita no meio que vive ela vai começar a ser mais acessível, tudo isso para chamar alguém de seu. 
Mas o homem não fica atrás, quando o homem vê que seus amigos de baladas não são o Jorge & Mateus mas já sossegaram ele começa a querer ter um relacionamento mais sério. Bem quando ambos encontram um candidato(a) que seja a "tampa da panela" dela para entrar nessa dança da sociabilização , ela(e) fica entusiasmada(o) com aquilo  e pode ser que ela tem algum componente de amor nessa situação , mas na verdade ela está mais encantada com essa validação social.
E você percebe isso, quando essa mesma pessoa conta para seus amigos(as). Presenciei isso nesse mês quando fui a casa lotérica, a "irmã" da igreja contando para outra "irmã" que se casou depois de seis meses de relacionamento. Bem, você deve está pensando, isso não tem nada haver o tema, seria, mas essa mesma   pessoa relatou que namorou com o outro rapaz durante 6 meses e esse o abandonou, logo essa mulher não queria amar alguém, ela queria de fato ser aceita pela sociedade a qual ela pertence.

2)SENSO DE IMPORTÂNCIA

Imagine uma pessoa narcisista, vaidosa,essa pessoa está muito voltada para si mesmo para entrar em um relacionamento. Logo essa pessoa só vai se relacionar com alguém que a coloque no pedestal, que vai bajulá-la pelo resto da vida. Sendo assim, o sentimento que essa pessoa tem não é amor e sim vaidade, pois só olhar para o espelho e se achar lindo(A) não basta, tem que haver alguém falando isso para você 24 horas por dia. 

3)HEDONISMO PRÁTICO

Esse é o tipo de relacionamento aonde a pessoa só quer sentir prazer, logo essa pessoa não vai querer um casamento, porque simplesmente ela quer uma companhia para fazer coisas á dois como por exemplo: ir ao cinema, viajar, transar até porque masturbação uma hora cansa. Por isso, nesse relacionamento não há amor, pois o amor deve está presente nos momentos de alegria e muito mais nos momentos difíceis. 

4) SENTIMENTO DE POSSE

Como o nome já diz, o sentimento que se tem aqui não é de amor e sim de posse, portanto a pessoa lhe trata como mais um bem ao qual ela conquistou, assim como o carro que ela tem, a casa, enfim, você é só mais troféu dos vários que ela já conquistou na vida 

5) VALIDAÇÃO PESSOAL

Isso acontece com pessoas frias, apáticas afetivamente, e isso vem talvez de uma perda significativa na vida dele(a) logo essa pessoa não consegue manifestar nenhum gesto de carinho. São muitas das vezes anti-social e introspectivos, sendo assim quando essas mesmas pessoas entram em um relacionamento amoroso, geralmente é para fazerem elas sentirem que elas amam alguém .
É como se o relacionamento amoroso viesse para consolidar uma percepção de que ela tem sentimentos,ou seja, é como ela sentisse que está viva . É uma confirmação de que aquele coração gelado está batendo, e que ela não é cruel ou o pior dos seres deste mundo. Sendo assim essa pessoa se sente normal, pois tem alguém ao qual ela chama de amor e o mesmo também a ama, logo ela preenche os requisitos de uma pessoa normal porque ama e é amada, mas aquilo não aquece o seu coração, logo não é amor e sim uma ilusão para a auto-afirmação. 

CONCLUSÃO

Se você se identificou com algum desse requisitos,se encontrou em um dilema sobre se o que você está sentindo não é amor; fique tranquilo(a) como disse no inicio desse texto, o amor não vem como um sentimento puro, e ele vem enraizado com o que nós somos como essência , mas sugiro acompanhamento psicológico para ajudar a discernir o que se passa nesse seu eu.

(Sousa, Adriano Soares de)

Referência bibliográfica:  Frederico Mattos, RELACIONAMENTOS PARA LEIGOS,  Editora Alta Books, Rio de Janeiro, 2014.

Imagens: Arquivo Pessoal.     

     

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