HEIDEGGER PARTE 4: O SER NA LÍNGUA. O HOMEM PERTENCE À LINGUAGEM


Olá pensadores, tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças Ao Bom Deus. Hoje daremos sequência a série dedicada a Heidegger, mas não acabaremos com ela nesse mês, logo, ficará inacabada ,pois pretendo termina-lá na primeira semana do Mês de Novembro, o motivo explicarei quando publicar o último texto.

Ser e tempo se exprimia numa linguagem metafísica, submetida à língua e à gramática cotidianas. Para recolocar a questão do Ser era preciso romper com essa língua do ente. Não para inventar uma nova linguagem, mas para falar e ouvir com mais verdade.  Porque a linguagem é testemunho, por excelência, do pertencimento do homem ao Ser, não em seu papel e pertencimento do homem ao Ser, não em seu papel de instrumento de dominação, mas como lugar de escuta e de resposta, em que se efetua uma doação , uma passagem: a palavra não é representação da coisa, mas o que lhe concede ser e presença.

O homem é pego no jogo original da língua. A linguagem não é seu instrumento de dominação, ele que pertence a linguagem. É a língua que fala e não o homem, e a relação do homem com a língua é sua relação com o Ser; profunda e velada. O homem é comparado com um vigia ou um pastor que se mantém no limiar do Ser. Os pensadores e, por excelência, os poetas levam à linguagem a revelabilidade do Ser. 

Pensar requer a linguagem da metáfora, do claro-escuro, pois, é necessário apoiar-se nos entes para falar do que não é um ente. Heidegger sempre se pôs à escuta dos poetas de uma linguagem mística, nos limites do silêncio. Dizer o Ser por meio de uma palavra incessantemente desviada a serviço do ente requer uma atenção extrema com o rigor do verbo, assim como com a riqueza herdada das palavras (é muito questionado certo "etimologismo" em Heidegger) . A distância em relação ao império do ente também assinala por um rigor existencial: reserva, serenidade, acolhida num espírito de gratuidade(fazendo eco à doação do Ser).

Referência:  HEIDEGGER, Martin. Sein und Zeit. Tübingen: Max Niemeyer, 1972.

Imagens: Tiradas da internet   


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