MARTIN HEIDEGGER PARTE 1: SER E O TEMPO

 Olá pensadores. tudo bem com vocês? Comigo vai tudo  bem graças ao Bom Deus. Hoje daremos inicio a mais nova série do nosso blog, essa será divida em 4 partes e será sobre um filósofo que fiquei "ruminando" nessa pandemia: eu vou apresento Martin Heidegger !

BIOGRAFIA DO AUTOR

Heidegger  nasceu no ano de 1889 na Alemanha na cidade de Messikirch, cidade pquena católica ao norte do lago de Costança, na região de Baden. Estudou teologia, filosofia e ciências na Universidade de Friburgo, de 1909 a 1913. Sua dissertação de graduação trata de A doutrina  do julgamento no psicologismo, atestando seu interesse pelas investigações lógicas de Husserl. 

Em 1907 , toma como objeto de estudo "O significado múltiplo do ser  em Aristóteles . Em 1915 a 1923, é assistente e colega de Husserl na Universidade de Friburgo, sendo que em 1922 se torna professor na Universidade de Marburgo e inicia a sua obra "Ser e Tempo ".  Substitui o  amigo na Universidade de Friburgo e ele toma posse da cátedra em 1927 . No mês de Abril de 1933, quando os nazistas acabam de tomar o poder , aceita o cargo de reitor da da universidade, mas pede demissão no ano seguinte(1934) .

O significado de sua adesão ao partido nacional socialista é objeto de controvérsias: ele publicou discursos e apelos em favor do regime de Hitler, ao mesmo tempo que defendia a autonomia da universidade alemã( Discurso de reitorado maio de 1933: " A auto - afirmação da universidade alemã") e tomava várias medidas contra a propaganda anti-semita. Suspenso das suas funções de professor em 1945 pelas autoridades aliadas , passa a dar conferências.

No ano de 1973, seu último seminário tratava da 6º investigação lógica de Husserl. Está no apogeu da celebridade, pensadores do mundo inteiro vêm dialogar com ele. Seus últimos anos foram consagrados à preparação das suas obras completas, cujo o primeiro volume viu sair no ano de sua morte em 1976. 

A QUESTÃO DO SENTIDO DO SER (SER E TEMPO)

Heidegger se propõe a despertar a velha questão do Ser,  a partir da distinção essencial entre o ente, esta ou aquela realidade que existe empiricamente , e o Ser, misteriosa fonte da presença de todo ente. Essa questão somente os poetas souberam dizer ou, pelo menos, fazê-la sentir. Os filósofos ocultaram a diferença, reduziram o Ser a um ente superior(o Absoluto, Deus) e o ente à forma degradada do Ser. Eles substituíram a questão "o que é o Ser?" Pela questão do ente em sua totalidade.

Para escapar desse erro é preciso abordar a questão do sentido do Ser a partir da diferença entre o Ser e o tempo, conceder ao tempo  a prioridade para pensar o Ser, e não a eternidade, como foi o caso em toda a história da metafísica. Para esta, era necessário abolir o tempo de modo que assegurasse um Ser reduzido a um ente eminente, a uma realidade. Por buscar uma presença estável, a metafísica concedeu um privilégio abusivo à fixidez do presente como centro de que garante a permanência do movimento. 

Ela faz do tempo um  ente, um continente natural, tempo do mundo, mensurável, funcional. Ora, o tempo em comum com o Ser o fato de escapar do ente: ele não é nem isto nem aquilo; como o Ser ele dá aos entes o dom de poder se mostrar , aparecer. Ser e tempo implicam-se mutuamente.

O tempo tem um significado mais originário, se lugar de abertura do Dasein ( que iremos aprender na parte 2) abertura para o próximo e para o distante , para o mundo e para o Ser, para si e para os outros, lugar de transcendência sem limites do homem, a própria fonte que mostra as dimensões da temporalidade de um ser definido a partir do porvir, e tempo descreve o ente humano como temporalizando-se , presa do tempo em seu ser . Coloca a questão do sentido do Ser ao único ente capaz desse questionamento: o homem.

Sousa, Adriano Soares de

Referência bibliográfica: HEIDEGGER, Martin. Sein und Zeit. Tübingen: Max Niemeyer, 1972.

Imagens: Tiradas da Internet

     

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