MARTIN HEIDEGGER PARTE 2: DASEIN, O ENTE QUE COLOCA A QUESTÃO DO SER

 Olá pensadores, tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças ao Bom Deus. Antes de começar a dar sequência na nossa série, quero dizer que esse post é o de número 190, portanto, estamos em clima de contagem regressiva para o texto de número 200 que para mim e para quem acompanha esse blog desde o começo é um número significativo. 

Pois bem, voltando ao nosso filósofo  hoje aprenderemos sobre a ideia de ser no mundo de Martin Heidegger e confesso que ao mesmo tempo que parece simples, ao mesmo tempo é tão complexo que acaba sendo complicado. Mas vou tentar ser sucinto, breve e simples, mas sem perde a essência que o conteúdo pede. Vamos lá!


 As descrições de Ser e tempo não se inscrevem numa perspectiva antropológica nem estritamente fenomenológica, mas na de uma ontologia fundamental, que então Heidegger pensa ser o preâmbulo necessário a todo questionamento ontológico radical. O ser humano é o Dasein, o ser que está aí para si mesmo, isto é, o ente singular que não tem modo de ser, como as coisas, a realidade, mas sim a possibilidade. Ele se compreende a partir da sua possibilidade de ser ou não ser, ele mesmo. Porque ser si não se remete, no caso do homem , a uma essência dada , mas uma existência.

Ora, existir não é em si ser uma coisa, mas colocar-se fora de si, ter de ser sem poder verdadeiramente (sem em si) ; é ser incessantemente em questão para si mesmo. Existência designa o caráter que leva o Dasein a ser incessantemente adiante de si mesmo, a assumir sua finitude ; o fato do ser temporal e mortal (que veremos na última parte da série) o fato de ser temporal e mortal.  As principais estruturas da existência são:

Temporalização:  existir é se transcender em direção às três dimensões corporais: passado, presente e futuro.

Facticidade:    o ser que está aí para si mesmo, contingente.

Derrelição:  consciência de ser lançada no mundo, ser para morrer, abandonado a sua contingência. (Como já disse iremos aprofundar sobre esse tema).

Angústia: situação afetiva de estar diante do nada.

Cuidado: antecipação de si mesmo, tensão voltada para o que se tem de ser. Com o cuidado se apaga a angústia, pois ela dá  um sentido a vida do homem, a impressão de existir com certa plenitude no tempo.

O cuidado se esboça as duas possibilidades extremas entre as quais o homem tem de escolher incessantemente : a) seja a inautenticidade, fuga da angústia pelo refúgio na banalidade, a denegação do seu destino autêntico, a deixar-se prender na cotidianidade que traduz notadamente pela degradação em futilidade, sob a dominação conformista e superficial do Se( a gente), para evitarmos nos perguntar quais são nossas possibilidades, preferimos fazer, pensar, dizer, sentir o que "Se" faz, pensa, diz ou sente; b) seja a autenticidade, maneira de um existente assumir seu ser-no-mundo, um existente que não teme enfrentar sua responsabilidade, desdenha a opinião e não se mascara a liberdade, desdenha das suas opções.

(Sousa, Adriano Soares de)

Referência: HEIDEGGER, Martin. Sein und Zeit. Tübingen: Max Niemeyer, 1972.

Imagens Tiradas da internet 

   

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