Olá pensadores, tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças ao Bom Deus! Continuando a sequência de textos cujo o tema é sexualidade. Dessa vez o protagonista é muito conhecido nosso, e, é figurinha carimbada aqui no blog, o psicanalista Sigmund Freud(1856-1939). Sem muita delonga ver como o nosso autor pensa sobre a sexualidade humana.
Os críticos sempre pegaram no pé do Freud sobre essa questão , dizendo que Freud ele sexualiza a criança, o que não é verdade. O Freud na verdade busca , o que o homem busca durante todo tempo: o prazer! E ele em suas análises começou a ver que o ser humano no seu desenvolvimento , desde seu nascimento passa por processos que são chamadas por Freud de fases do desenvolvimento em que ele está atrelado a uma formação emocional e a uma formação de caráter, batizadas então de Fases Psicossexuais.
Freud distingue 3 grandes etapas da sexualidade: fase oral, fase anal, fase fálica, genital. E o que isso significa? Bem vamos explicar uma por uma para a compreensão seja plena.
A Fase oral que vai até o primeiro ano de idade, nela não temos nenhuma recordação quando chegamos a vida adulta, ela é muito significativa porque nesta fase está se formando o afeto, a relação afetiva e também a segurança emocional da criança. Desse momento só fica registrado o contato físico de conforto e desconforto .
A Fase anal é aonde a criança começa a controlar os esfíncter , o anus e a urina. Nessa fase que acontece dos 2 aos 3 anos, a criança começa a entender como as minhas fezes se relaciona com o meio, e a criança sente prazer ao saber que têm controle do seu ânus. Quem fala com a criança que as fezes cheira mau e é uma coisa ruim é o adulto, mas a o entendimento que a criança está se relacionando com o ambiente .
A Fase fálica acontece dos 3 anos de idade até os 6. Nesta fase a criança está lidando com o prazer e com o poder, a criança entende o papel da mãe, e assim aumenta o desejo de estar com ela. O pai aqui é um rival ou alguém a dividir esse espaço e dividir a atenção da mãe , sendo assim, começa a construir a sedução do sexo oposto, mas sem conotação sexual (que fique bem claro isso) . É significativo citar que a criança aprende a manipular o seu órgão genital, mas ela não erotiza o ato.
O próximo passo é a Fase genital aonde a criança entende que seu órgão sexual pode ser uma ferramenta de afeto, porém entre a fase genital e a fase fálica, se tem a Fase de latência, nessa fase a questão sexual é mais produtiva,pois, é o período que a criança vai para escola, começa a ter planos para o futuro. Bem, o tema em Freud é extenso, no próximo texto veremos o conceito de sexualidade em Freud, até lá!
(Sousa, Adriano Soares de)
Referências:
Freud, Sigmund, 1856-1939.Obras completas, volume 6 : três ensaios sobre a teoria da sexualidade, análise fragmentária de uma histeria (“O caso Dora”) e outros textos (1901-1905) / Sigmund Freud ; tradução Paulo César de Souza.— 1a ed. — São Paulo : Companhia das Letras, 2016.
Freud, Sigmund, 1856 ‑1939. Obras completas,
volume 13: conferências introdutórias à psicanálise
(1916 ‑1917) / Sigmund Freud; tradução
Sergio Tellaroli; revisão da tradução
Paulo César de Souza. — 1a
ed. — São
Paulo:Companhia das Letras, 2014.
LAPLANCHE, J; PONTALIS, J. B. Vocabulário da Psicanálise.
São Paulo: Martins Fontes, 1996
ROUDINESCO E PLON. Dicionário de Psicanálise. Rio de
Janeiro: Jorge. Zahar, 1998
Imagens: Tiradas da Internet.
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