O QUE É O CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA ? PARTE 1 SHOSHANA ZUBOFF

 Olá pensadores, tudo bem com vocês? Comigo vai tudo bem graças Ao Bom Deus! Hoje de forma muito especial , assim como na outra semana temos motivos para comemorar: esse é o texto de número 200, nesse quase 5 anos de blog, chegamos a essa incrível marca, quero agradecer a todos que me acompanham desde os primeiros textos a todos vocês meu muito obrigado! 

Com o sucesso do filme-documentário "Dilema das Redes" apresentado pela plataforma Netflix (aliás, Netflix  me patrocina) todo aqueles que assistiram ficaram meio que desconfiados com o uso das redes sociais pois, o documentário fala muito disso:  As grandes mentes do Vale do Silício revelam com riqueza de detalhes como as plataformas de rede sociais estão reprogramando a sociedade e sua forma de enxerga a vida.


Isso é objeto de estudos de vários estudiosos da ciências humanas, o tema é tão longo que irei dividi-lo em 3 partes esse falarei da tese da filosofa norte-americana Shoshana Zuboff. 

Shoshana  atualmente é professora aposentada a Universidade Havard, é graduada em filosofia pela Universidade de Chicago e PHD em psicologia social pela Universidade Havard. Ela foi uma das primeiras mulheres a ser professora titular em Havard e tem muitas publicações que não traduzidas para o português(pelo menos eu não achei) .

Shoshana Zuboff é a que criou o termo capitalismo de vigilância, tanto que ela tem um livro que fala disso com título The Age of Surveillance Capitalism  (A Era do Capitalismo de Vigilância) e escreveu alguns artigos com o mesmo tema. Zuboff vê nas mídias digitais uma nova forma de ver o capitalismo, que baseia na sua lógica de acumulação em uma massiva vigilância feita por meio de plataformas digitais e nessa forma de capitalismo as corporações além de concentrar capital e poder , também concentram um alto poder de vigilância sobre os indivíduos e as instituições , de uma forma que essas plataformas digitais conseguem usar esse poder para moldar e produzir comportamento individual.

Um exemplo simples: você acessou meu blog correto? Provavelmente o anúncio que está passando aqui do lado é de um produto que o algorítimo viu que você procurou ou está acessando muito. Outra coisa, você que está porque pesquisou no Google que o mesmo sugeriu o meu blog, ou até mesmo pelo assunto que te interessou você veio parar aqui.

Duas grandes plataformas usam bem essa prática, são o já citado Google e o Facebook, os 2 oferecem serviços gratuitos que requerem apenas o cadastro dos usuários( aliás não sei se vocês já perceberam, mas o termo ele é usado geralmente quando a pessoa faz uso de entorpecente, logo a rede te trata como um viciado) . O que você não imagina é que esse cadastro, serve mais como coleta de dados de cada usuário, e muitas das vezes sem o consentimento de cada um. Esses dados pessoais que as plataformas digitais coletam é uma das principais fontes de recursos para as mesmas. Feito isso, essas empresas com suas informações em mãos conseguem montar perfis, bem detalhado de cada usuário, esse mesmo são transformados em dados comportamentais e usado para tecnologias preditiva , logo, eles conseguem prevê precisão os pensamentos e vontade daquele usuário e ainda gerar estímulos que terminem em consumo de um determinado produto.

Esse mercado é baseado em comportamentos e vontades futuros . Você deve está se perguntando: Adriano como lidar então com essas plataformas sendo que nos dias atuais somos totalmente dependentes desses serviços? Bem a resposta eu darei no final dessa série até porque esse texto já está ficando longo, até para manter vocês por mais tempo no meu blog, então até o próximo texto.

(Sousa, Adriano Soares de)

Referência bibliográfica : Zuboff, Shoshana, Big Other: Surveillance Capitalism and the Prospects of an Information Civilization (April 4, 2015). Journal of Information Technology (2015) 30, 75–89. doi:10.1057/jit.2015.5

Disponível em SSRN:https://ssrn.com/abstract=2594754 

https://www.netflix.com/br/

Imagens: Tiradas da Internet  


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